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No dia 26 de setembro são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, saúde, educação, dignidade e cidadania ao portador de surdez.
Foi nesse dia a inauguração da 1ª Escola para Surdos no país, em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos.
Muitos que não conhecem a história dos surdos no Brasil, talvez se perguntem: Por que comemorar o dia do surdo? Na verdade, temos muito o quê comemorar, afinal , hoje as condições de vida dos surdos está muito melhor do que antes, é só observar os exemplos a seguir:
- Na língua: LIBRAS foi oficializada, com isso acontecem grandes mudanças no acesso a informação; - Locais públicos: há profissionais que sabem LIBRAS, surpreendendo muitos surdos; - Na TV: legendas; - Celular: a possibilidade de se comunicar por torpedos; - Computador e internet; - Faculdade: muitos surdos terminando o nível superior.
Todas as conquistas e avanços só reforçam a importância da existência desse dia, para comemorar o que já conseguiram e para lembrar que têm muito o quê lutar.
Surdez não é uma deficiência, mas uma cultura. Eles pertencem a uma comunidade. A linguagem gestual é o seu idioma principal, fator que liga os membros dessa comunidade.
Em Itapoá, a rede municipal de ensino conta com a professora de Libras, Elenita Reichardt Jung, que trabalha dentro de numa nova abordagem do ensino inclusivo, nas escolas que possuem alunos com necessidades auditivas, bem como no atendimento às famílias desses alunos, para que compreendam o processo do ensino de libras e sua importância no contexto escolar, familiar e social.
“A necessidade da comunidade surda em se expressar vai muito além da busca por compreensão da língua. Fazer parte do silêncio dos surdos é se manifestar na forma cultural e diversa da sua identidade na sociedade ouvinte”. ( Raul Cuore)
Fonte: Elenita Reichardt Jung (professora de Libras), com adaptações de Terezinha Fávaro da Silveira (Secretaria Municipal de Educação de Itapoá) e do Diário de Itapoá. Fotos: Elenita Reichardt Jung.
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