Mais um debate sobre dragagem e erosão na costa marítima de Itapoá é realizado na Câmara Municipal Imprimir E-mail
Política
Ter, 15 de Setembro de 2009 11:50

Ontem (14), na Câmara Municipal de Vereadores de Itapoá, foi realizado um debate acerca do processo de dragagem do Porto de São Francisco do Sul e de sua possível interferência na erosão da orla marítima de Itapoá.

Na ocasião, estavam presentes o Secretário Municipal do Meio Ambiente Sr. Paulo Belo, o Presidente da Comissão de Estudos para Controle da Erosão Vereador Valdecir de Souza, os membros da referida comissão, vereadores Jeferson Rubens Garcia e Marcelo Antonio Tessaro, o Vereador Osni Ocker, a procuradora da Câmara Municipal de Itapoá Dra. Marta Bedin, o Presidente da ACITA (Associação dos Corretores de Imóveis de Itapoá) Sr. Rodrigo Lopes de Oliveira, o Presidente da ADEA (Associação de Defesa e Educação Ambiental) Sr. Werney Serafini, o técnico e sócio da Aquaplan (empresa responsável por estudos na orla de Itapoá, contratada pelo Tecon-SC), Sr. Emílio Donichley, representantes da sociedade itapoaense e munícipes em geral.

O debate, que durou quase três horas, foi presidido pelo Vereador Valdecir de Souza que discorreu sobre diversos temas referentes aos assuntos orla e dragagem do canal do Porto de São Francisco do Sul, começando pela reunião com o representante do Porto de São Francisco do Sul, no final de agosto. Referente à citada reunião, Paulo Belo, Secretário Municipal de Meio Ambiente, diz acreditar nas palavras de Paulo Corsi (Presidente do Porto de São Francisco do Sul), quando disse que o porto se importa com a situação da orla marítima de Itapoá e que fará o possível para tentar resolver ou amenizar o problema.

Emílio Donichley (técnico da Aquaplan) apresentou vários fatores das praias de um modo geral e, ainda, explicou que a erosão na praia acontece em função de haver mais sedimentos saindo do que chegando à orla, ou seja, não está sendo reposto na mesma proporção que está se deslocando para fora das praias itapoaenses. Segundo Emílio, um fator que pode ter contribuído para o problema apresentado em nossa orla, é o fechamento do Canal do Linguado. Além disso, Emílio reforçou o que foi dito na reunião anterior sobre o assunto, que é preciso aprofundar os estudos acerca da qualidade do material dragado, bem como se o mesmo é compatível com a areia já existente nas praias itapoaenses, para que esse sirva de alternativa na tentativa de solucionar ou amenizar o problema de erosão, na orla do Município. É importante, também, estar ciente de que não basta ser feito o aterro com o material dragado, pois existe a necessidade de uma manutenção constante, considerando que a vida útil ótima de um aterro é cinco anos. Outras coisas ainda precisam ser pensadas, como por exemplo, o que ser feito das várias drenagens, hoje existentes. Não se pode amenizar o problema da erosão, prejudicando a drenagem da água das chuvas e possibilitando grandes enchentes.

Questionado sobre se a dragagem que está para ser feita no canal do Porto de São Francisco do Sul poderá interferir no processo de erosão na orla marítima do Município, Emílio foi direto ao assunto: “Se o problema existente for mesmo referente à dragagem do canal, o problema da erosão será potencializado com a nova dragagem”. O Vereador Marcelo Antonio Tessaro questionou se o ideal não seria a Prefeitura contratar os estudos necessários para agilizar o processo de controle da erosão. Emílio Donichley respondeu não ter dúvidas que tal ação seria a mais sensata. Disse que antes de tudo, a Prefeitura deveria providenciar uma batimetria, ou seja, uma medida da profundidade nos vários pontos das praias itapoaenses, para se ter uma melhor noção do que está ocorrendo.

Entre os representantes da sociedade, o Sr. Kanitar Saboia Cordeiro, representando a Fundação Pró-Itapoá, sugeriu que seja feito um convênio entre a Prefeitura Municipal e os Portos de São Francisco do Sul e de Itapoá, a fim de que a população e o Poder Público Municipal tenham acesso a todas as informações dos estudos que estão sendo feitos junto às entidades portuárias.

 

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