Reunião sobre a dragagem do Porto de São Francisco do Sul é realizada na Câmara Municipal de Itapoá Imprimir E-mail
Política
Dom, 30 de Agosto de 2009 19:23

Uma reunião, promovida pela Prefeitura Municipal de Itapoá, foi realizada na Câmara Municipal de Itapoá com o intuito de discutir a dragagem que deve ser feita no canal de acesso ao Porto de São Francisco do Sul ainda este ano. O motivo de tal discussão ser promovida em Itapoá é a hipótese de que tal dragagem, já realizada outras vezes, possa ser a causadora do processo de erosão da orla marítima pelo qual passa o Município.


A reunião foi presidida pelo Prefeito Municipal Ervino Sperandio e contou, ainda, com a presença do Presidente do Porto de São Francisco do Sul Paulo Cesar Cortes Corsi, o Superintendente do Tecon SC Gabriel Ribeiro Vieira, a maioria dos Vereadores do Município, alguns secretários do Executivo, entre outras pessoas presentes.

O Presidente da reunião, Prefeito Ervino Sperandio abriu a reunião deixando claro que o Município não é contra a dragagem no canal do Porto e apenas promoveu a reunião, porque existe uma preocupação muito grande, dentre munícipes e autoridades itapoaenses, quanto à erosão que se faz presente na orla marítima de Itapoá. Segundo ele, alguns estudos dão conta de que o material retirado no processo de dragagem do canal poderia ser utilizado para engorda da praia, em uma tentativa de solucionar esse problema de erosão.

O Presidente do Porto de São Francisco do Sul, Paulo Cesar Cortes Corsi, parabenizou a iniciativa da Prefeitura e do Poder Legislativo ao tratarem do tema da erosão costeira no Município, o qual considera extremamente importante. Posteriormente, explicou que a dragagem do canal de acesso ao Porto é algo imprescindível e que precisa ser realizada com urgência, sobre risco, inclusive, de o Porto de Itapoá não possuir condições de operação. Além disso, Paulo Corsi conta que o recurso para essa dragagem é oriundo do Governo Federal, visto que os portos de São Francisco do Sul e de Itapoá não possuem recursos suficientes para tal feito, que é extremamente oneroso. Além disso, o processo é muito burocrático, pois precisa de rígidas licenças do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Marinha do Brasil. O Presidente do Porto de São Francisco do Sul disse que para se utilizar o material retirado da dragagem na engorda da praia, seria necessário um estudo técnico aprofundado, o qual é inviável ser feito antes da realização da dragagem por causa dos prazos obrigatórios do processo referente ao recurso que será repassado pelo Governo. Tal processo de engorda da praia, aproveitando o material dragado, ao contrário do que muitos pensam, causaria economia e não custos ao Porto, pois sairia mais barato do que despejar o material em alto mar, como é feito atualmente. Ele ainda falou que na licença ambiental, concedida pelo IBAMA, consta a responsabilidade do Porto de São Francisco providenciar esse estudo, o que deverá ser feito em breve.

Após a explanação introdutória do Presidente do Porto de São Francisco do Sul, os presentes tiveram a oportunidade de questioná-lo a respeito da dragagem e do estudo para aproveitamento do material dragado, na engorda da praia. Entre as principais questões levantadas, estava a relacionada com o comprometimento do porto com relação aos estudos necessários, para a qual Paulo Corsi disse ser de extremo interesse do Porto e afirmou que está compromissado a realizar tal estudo. Isso, independentemente da licença ambiental exigir. Sobre prazos para o início desses estudos, o Presidente do Porto de São Francisco disse ser inviável providenciar um prognóstico, mas que deve ser em breve, até pelas próprias necessidades do Porto nesse sentido.

O Superintendente do TECON SC, Gabriel Ribeiro Vieira, na oportunidade, comentou que o Porto de Itapoá, também, estará participando de todo o processo de dragagem, bem como de todas as suas ações e, termos de cuidados ambientais.

Paulo Corsi considera pouco provável que a dragagem do canal do Porto interfira na erosão da praia. O Vereador Valdecir de Souza, Presidente da Comissão Especial para estudos e acompanhamento da erosão costeira do Município, levanta que a partir de 2005, quando foi feita a dragagem do canal, a erosão passou a ser mais evidente. Paulo Corsi explica que considera haver outros fatores que, talvez, aliados à dragagem possam ser responsáveis pela erosão na orla marítima. Com relação aos estudos necessários para verificar os motivos dessa erosão, o Presidente do Porto de São Francisco do Sul diz que o referido Porto tem a obrigação legal de executar e que arcará com isso tão logo seja possível.


 

 

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