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Assunto que deu o que falar em Itapoá foi à futura transferência da sede da prefeitura para Itapema do Norte. Principalmente em razão do prédio escolhido para recebê-la: um hotel inacabado que precisaria ser concluído para receber a administração municipal.
Muita discussão política em que não faltaram manifestações a favor ou contra, acusações sobre suspeitas de irregularidades, favorecimento de interesses e denúncias ao Ministério Público, tudo noticiado e comentado na imprensa local.
A sede atual, adquirida após a emancipação política do município, não tem mais condições de abrigar os setores administrativos, o que parecia ser de consenso geral. A cidade, com a instalação do porto cresceu, e a decisão foi inevitável. Bom lembrar que a “antiga” também foi “adaptada”, pois originalmente era uma residência de veraneio existente no bairro de Itapoá Centro e que serviu a várias administrações.
Também destacar que quando da decisão, o Conselho das Cidades (Concidade), constituído por representações da sociedade organizada, não estava implantado. As discussões e o processo de homologação restringiram-se a esfera do Executivo e Legislativo.
Segundo relatos, a aquisição era emergencial, uma questão de oportunidade como se diz. O preço do imóvel estipulado em R$ 1,3 milhões, dos quais o governo do Estado disponibilizaria R$ 1 milhão e o município os R$ 300 mil faltantes. As reformas orçadas em R$ 250 mil, ou um pouco mais. Das opções existentes, a mais adequada, conforme parecer técnico do Executivo. Financeiramente, a centralização dos diversos setores da prefeitura, proporcionaria economia em aluguéis e o investimento do município seria amortizado.
Algumas pessoas argumentavam que, com esses recursos, seria possível construir uma “nova” prefeitura nos padrões compatíveis com as necessidades, ou até mesmo reformar e ampliar a “velha”. Porém, não existiam imóveis públicos disponíveis e, também, não haveria tempo hábil que permitisse redirecionar para reformas a verba destinada pelo governo do Estado.
Aprovado, o imóvel foi comprado, os projetos de adequação desenvolvidos, a licitação realizada e as obras começaram a ser executadas. Os valores superaram os previstos, pois não incluíam mobiliários e sistema de informatização. A expectativa é que antes do final do ano seja entregue ao público. O investimento possivelmente superior a R$ 2 milhões.
Simultaneamente, outra discussão também restrita ao Legislativo. A construção de prédio próprio para a Câmara de Vereadores. Motivos similares aos do Executivo: falta de espaço, instalações inadequadas, plenário pequeno, acesso interno difícil, imóvel alugado, enfim impróprio para as necessidades atuais. Assim como o Executivo, o Legislativo precisa ter sua sede, tal qual tem o Judiciário. Exigências da nova realidade de Itapoá, também consenso geral.
A sede própria é desejo antigo de muitos presidentes da Casa. No passado, foi comprado um terreno para construí-la no valor de R$ 140 mil, mas em razão de disputas de caráter jurídico, não foi viabilizado. A situação em que se encontra esse imóvel não é comentada.
Na gestão anterior, a proposta ganhou impulso e a Câmara passou a economizar nos gastos correntes para juntar recursos. Um empresário do ramo imobiliário doou ao legislativo um terreno em Itapema do Norte para esse fim. A demora na legalização e liberação do imóvel retardou o processo.
O atual presidente chegou a propor a construção em outro imóvel do município, destinado a uma praça ao que parece. Porém, a documentação do terreno recebido em doação foi liberada e o projeto então retomado.
A Câmara aprovou a proposta, o projeto arquitetônico e o de engenharia, e encontra-se na fase de licitação. A obra ficará a cargo do Executivo.
Segundo consta, e carecendo de informação mais precisa, a Câmara possuiria cerca de R$ 280 mil de poupanças anteriores e outro tanto de novas economias. A prefeitura destinaria R$ 432 mil do orçamento municipal, tudo em montante superior a R$ 1 milhão.
O projeto é moderno e amplo, com cerca de 600 metros de área construída. Os custos corresponderiam aos recursos disponibilizados.
A decisão, ao contrário do acontecido na mudança da prefeitura, não gerou muita polêmica e nem discussões contundentes. Foi aprovado por unanimidade pelos vereadores e obteve anuência do executivo.
Entretanto, a construção de uma nova sede seria a melhor alternativa? Não poderia ser analisada e discutida a possibilidade da Câmara de Vereadores ocupar a instalação da antiga prefeitura? Não seria possível reformá-la e adequá-la? Não seria mais rápido? Menos oneroso? Envolvendo investimento menor?
O prédio tem o térreo em alvenaria, o superior em madeira, o que permitiria recompô-lo ou até mesmo reconstruí-lo a custo provavelmente menor. O espaço é suficiente para acomodar os vereadores, o plenário, os serviços administrativos e os funcionários da Câmara. Está localizado em importante bairro da cidade e, considerando ainda que o terreno é amplo, permitiria ampliações e, até mesmo, a edificação de uma nova instalação no futuro.
Não seria coerente, antes de comprometer recursos municipais, - sempre insuficientes - direcioná-los para outros investimentos, como o maquinário da Secretaria de Obras, por exemplo? Ou o desassoreamento do rio Saí-Mirim? Ou as questões da regularização da orla? São necessidades prioritárias, cobradas pelos vereadores sensíveis aos apelos populares por melhorias na manutenção do sistema viário da cidade e em conformidade com as preocupações acerca das enchentes do rio e da erosão da praia.
Talvez um assunto que - se não foi - poderia ser avaliado. Para, como diz a regra parlamentar, aperfeiçoar o projeto em benefício dos contribuintes interessados na construção da casa do povo.
Por Werney Serafini.
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Comentários
O que o senhor Werney quis dizer com isso? o senhor é candidato a vereador ou prefeito? o senhor levou esta sugestão ao poder executivo ou o legislativo antes de terem aprovado o projeto e gastado dinheiro para a elaboração de todo o processo ou só agora lembrou disso?
A senhora não precisa ficar indignada, pois o projeto da Câmara de Vereadores já está aprovado e ela será construída em Itapema do Norte. Inclusive, a licitação para as obras acontece dia 25 próximo. Foi apenas uma sugestão deste cara a respeito das alternativas possíveis de ser analisadas. Apenas isso.
Respeito a sua opinião e agradeço o seu comentário.
Com a citação quis dizer que o processo legislativo prevê as discussões dos projetos apresentados com o objetivo de aprimorá-los através de todas as alternativas possíveis.
A sugestão para analisar a possibilidade de utilização do prédio da antiga prefeitura foi apresentada ao Presidente da Câmara de Vereadores e ao Prefeito quando o projeto estava sendo apreciado. Quanto ao artigo, realmente o senhor têm razão, pareceu extemporâneo, pois a construção já tinha sido aprovada. Deveria ter sido mais cuidadoso na construção do texto.
Não penso ser candidato a prefeito. Entretanto estou analisando a possibilidade em oferecer meu nome para disputar uma vaga no legislativo. Acho que posso contribuir com o desenvolvimento de Itapoá, participando mais efetivamente.
Agradeço o seu comentário.
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