Comunidade se reúne e revindica Academia ao Ar Livre para o Balneário Palmeiras Imprimir E-mail
Política
Qui, 02 de Junho de 2011 12:59

Reunião Associação dos Moradores da Balneário PalmeirasUma reunião realizada no Balneário Palmeiras, nessa quarta-feira (1º), contou com a participação de aproximadamente 100 moradores e dois vereadores: Daniel Weber (Presidente da Câmara) e Valdecir de Souza.


Muitas reivindicações e muita esperança. Estas foram as 'armas' utilizadas pelos municípes moradores do Balneário Palmeiras, Mariluz, Rio Gracioso, Uirapuru e adjacências que se fizeram presentes na Capela São Pedro. Na ocasião, o Presidente da Câmara de Itapoá, Vereador Daniel Silvano Weber, e o Vereador Valdecir de Souza expuseram a posição da Câmara de Vereadores no contexto municipal, relatando as funções desempenhadas pelo Poder Legislativo e colocando-se à disposição da Associação de Moradores e Amigos da Praia das Palmeiras (AMAPP) para, juntos, se reunirem com o Prefeito Ervino Sperandio na tentativa de sensibilizar o mesmo para os diversos problemas do Bairro.


Para o vice-presidente da Associação, José Rudnik, a presença dos vereadores foi de muita valia, pois demonstraram estar preocupados em auxiliar a comunidade que, segundo ele, está esquecida no que se refere a noivas obras. 


“Estamos contentes com a presença dos representantes do Poder Legislativo. Infelizmente, não contamos com a presença dos representantes do Executivo, mas vamos formar uma comissão e levar ao conhecimento do prefeito as revindicações da população”, disse Rudnik.


A maior preocupação da comunidade é no tocante à instalação de uma academia ao ar livre no Bairro. Segundo Izadora Rudnik, a prefeitura adquiriu dois novos equipamento a um valor aproximado de R$ 12 mil, os quais serão instalados no Bairro Samambaial e nas proximidades da Escola Frei Valentim (Balneário Itapoá). Ocorre que, no Balneário Itapoá já existe uma dessas academias, o que não ocorre com o Palmeiras, que não oferece nenhuma infraestrutura para os moradores.


“Não vamos aceitar que sejamos deixado de lado. Vamos lutar para que essa academia venha para nosso bairro, pois não podemos aceitar ficar de fora mais uma vez. Por isso, vamos lutar", conclui Izadora.



Outras reivindicações


Na reunião, foram realizadas diversas reivindicações para suprir as necessidades da comunidade. Conforme declaração do morador Antônio Augusto, os moradores estão passando por sérias dificuldades. Entre os problemas enfrentados, está a inexistência de uma creche nas proximidades.


“Nenhuma mãe trabalha só meio período. Precisamos de creche em tempo integral. Antes, as mães tinham o ônibus para levar seus filhos até Itapoá, (Balneário Itapoá). Hoje, as mesmas tem que colocar em risco a vida de seus filhos para irem até seu destino de bicicleta, dividindo espaço com os automóveis na Avenida Brasil. Com a liberação dos caminhões, vai ser um caos.


Antônio também solicitou para que fosse resolvido o problema de falta de água nos finais de ano. Indignado, o morador relatou que a comunidade ficou dez dias consecutivos sem o líquido, pagando um absurdo pelo ar que passava pelo relógio que ficava aberto na “esperança” que a água retornasse.


Por último, o morador solicitou a instalação de um Núcleo de Saúde Familiar, pois o mais próximo está localizado a mais de 5 km do bairro. À noite, não existe ônibus para a população se deslocar até o P.A. (Pronto Atendimento), se necessário.


Outro ponto discutido foi no tocante à segurança. O morador Marco Tavares solicitou que sejam realizadas rondas no interior do bairro para inibir o número de furtos que vem aumentando na Região.


No tocante às ruas, o morador Darci José Ramos, solicitou que sejam recuperadas as vias do bairro, que só possui duas entradas. Ele diz ser difícil transitar no local nos dias de chuvas fortes, sendo que as vias mais ao fundo do loteamento ficam alagadas mesmo com a existência de uma galeria nas proximidades. Segundo os moradores, as vala estão assoreadas e fazem a água transbordar.


O vereador Daniel Weber expôs a necessidade da setorização para que cada região tenha, a sua disposição, uma máquina e um caminhão para resolver os problemas específicos do Bairro.


“Na última chuva, tive que sair carregando meu pai, de 80 anos, em cima de uma carriola. Não sei mais o que fazer. Precisamos de obras que venham realmente ao encontro dos anseios da comunidade”, relatou uma senhora, residente na Rua 2.010.


Ao final, os vereadores assinaram a ata, se comprometendo a auxiliar a comunidade no que for possível.


Fonte: Jornalista Josafá dos Santos, com adaptações do Diário de Itapoá.


 

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