Itapoá, oito anos depois, por Luiz Henrique da Silveira (Senador eleito da República) Imprimir E-mail
Política
Dom, 26 de Dezembro de 2010 09:43

No dia 10 de novembro de 2002, chamei para uma conversa o empresário Hildo Batistella. Eleito no segundo turno, eu estava tomando as primeiras providências para assumir o governo do Estado e queria saber em que estágio estava o projeto do Porto Itapoá. Com o Plano 15, demos prioridade à política de incentivos fiscais e logísticos às importações e exportações, destacando-se o Super-Prodec e o Pró-emprego. Com essa estratégia, logramos atrair para o Estado centenas de empresas, que fizeram mais que triplicar, de US$ 4 bilhões, em 2002, para US$ 13 bilhões, em 2009 o volume de compras e vendas no mercado externo. Essa política teve como consequência a duplicação, em sete anos, do tamanho da nossa economia, e tornou nosso Estado o que, na proporção, mais gerou de empregos formais.

Para tornar isso possível, apoiamos os investimentos privados em Navegantes, Itapoá, Imbituba e Babitonga e fomos parceiros nos investimentos do Ministério dos Portos em São Francisco do Sul e Itajaí. Convencidos de que, até 2018, as nossas exportações e importações vão ultrapassar um movimento de US$ 30 bilhões, precisamos de todos esses portos. E, além do de Itapoá, os ancoradouros da Norsul, na Ilha dos Araujo, e o de Laranjeiras (todos em São Francisco do Sul), serão – junto com os demais terminais marítimos catarinenses – um complexo portuário chave para a economia nacional e para o Mercosul. Santa Catarina está explodindo nas exportações e importações. Por isso, vai precisar de todos esses portos.

Voltando ao encontro com o empresário Hildo Batistella, ele sentiu, naquele momento, a nossa firme decisão política de apoio ao projeto, que, até então, estava em banho-maria. E, a partir dali, tivemos que vencer uma forte oposição, gerada, principalmente, pela descrença, alienação e desinformação.

Quando fui ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, para solicitar os dois novos empréstimos, que propiciarão ao governo Raimundo Colombo a pavimentação de mais dois mil quilômetros de rodovias, dei aval, também, ao pedido de financiamento que o Grupo Batistella protocolou naquela instituição. Além da concessão de benefícios fiscais, assumimos o compromisso de fazer uma nova rede de energia e abrir e pavimentar uma nova rodovia de acesso. Desde o dia 22, quando foi solenemente inaugurado seu Porto, Itapoá e Garuva não serão as mesmas. Passarão por um salto de crescimento e desenvolvimento extraordinário.

O grupo alemão Hamburg Sud chancela o empreendimento que, na condição de um dos mais modernos do mundo, movimentará, já no início, 350 conteineres/ano, viabilizando a carga e descarga de grandes navios em apenas dois ou três dias. Dotado dessa inédita velocidade de operação, o recém-inaugurado terminal de Itapoá contribuirá significativamente para a redução do preço do frete, o que se refletirá no valor das mercadorias e na redução do custo Brasil. Foi uma grande luta! Mas, oito anos depois, ele está pronto para acelerar o desenvolvimento da microrregião e do Estado.

Opinião de Luiz Henrique da Silveira, Senador eleito da República, publicada no jornal AN.

 

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