SDR Joinville, oito anos de atuação - por Werney Serafini Imprimir E-mail
Política
Qua, 24 de Novembro de 2010 10:55

Em 2002, quando passei a viver definitivamente em Itapoá, pouco conhecia a administração pública e as ações do governo de Santa Catarina. Na época, o governador, Luiz Henrique da Silveira, dava início à implantação de um audacioso programa: a descentralização e regionalização da administração estadual.

Do governador sabia apenas que era político, Prefeito de Joinville, Deputado Constituinte, Governador do Estado, depois reeleito e agora Senador da República, o mais votado em Santa Catarina.

Uma apresentação feita por Luiz Henrique da Silveira foi suficiente para me convencer do significado e alcance da proposta de descentralização. Constituída a Secretaria de Desenvolvimento Regional – Joinville (SDR) e formado o Conselho de Desenvolvimento Regional (CDR), ao qual está submetida, participar do processo foi um passo. Por indicação do prefeito de Itapoá, integrei-me ao Conselho e nele, com breve interrupção, permaneço desde o início.

Passados oito anos de atuação da SDR tenho a convicção de que a descentralização foi à maior contribuição do governo de Luiz Henrique da Silveira para Santa Catarina.

Como em todo processo democraticamente construído, entre os muitos acertos e alguns desacertos, a descentralização encontra-se incorporada na comunidade catarinense.

O Projeto Costa do Encanto, concebido para trazer desenvolvimento a toda região, integrou os municípios e deu sentido ao Conselho, transformando-o em fórum permanente para a discussão e consenso nas ações regionais do governo estadual.

Na 80ª Assembléia Geral do Conselho de Desenvolvimento Regional, realizada em Araquari/SC, em que se apresentou a avaliação do desempenho da SDR, foi justo o destaque sobre a atuação da equipe da secretaria, particularmente, do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manoel Mendonça.

Manoel correspondeu às expectativas. Pessoa simples, direta no trato, dedicado como poucos e, conhecedor dos meandros da administração municipal, demonstrou saber lidar com as lideranças locais, especialmente dos pequenos municípios, antes menos considerados nas prioridades dos governos centralizados.

Presidindo o Conselho de Desenvolvimento Regional, a maior instancia do programa de descentralização, abriu espaço, voz e voto a todos conselheiros. Valorizou os prefeitos, os presidentes das Câmaras de Vereadores e os representantes da sociedade organizada, indistintamente. Soube ouvir e mais do que isso, escutar. Através do Conselho, materializou a descentralização. Na prática, deu corpo a proposta da regionalização. E o mérito, reconhecidamente, é seu.

A descentralização, no entanto, não é obra acabada, depende de continuidade. O governador eleito certamente avaliará os resultados obtidos e fará os aperfeiçoamentos necessários com base na experiência acumulada pelas secretarias. Sem dúvida, o trabalho do secretario Manoel Mendonça e sua equipe será reconhecido.

A administração pública catarinense precisa de Manoéis, iguais ao Mendonça, que aprendemos a respeitar e admirar.

Werney Serafini é Conselheiro por Itapoá no Conselho de Desenvolvimento Regional – Joinville.

O texto acima é de responsabilidade do autor e não expressa, necessariamente, a opinião do Diário de Itapoá.

 

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