Roubos e furtos a residência preocupam itapoaenses – veja as dicas do Delegado para se previnir Imprimir E-mail
Policial
Sex, 30 de Novembro de 2012 21:46

Nessa quinta-feira (29), mais uma ocorrência de furto a residência foi registrada pela Polícia Militar de Itapoá. Segundo a PM, uma viatura foi acionada para averiguar uma ocorrência de consumo de entorpecente na Rua 640, próximo à praia. Chegando ao local, porém, nada foi constatado.  Então, os policiais passaram a fazer rondas pelos arredores até visualizarem duas pessoas com características semelhantes às denunciadas, na rua Espírito Santo, Itapema do Norte. Helton Mileski de Carvalho e um menor de idade foram abordados. Com eles, a Polícia encontrou vários aparelhos de telefonia celular, um vídeo game Playstation 3, um tablete Foston, um torrão de substância semelhante à maconha e R$ 70 em dinheiro. Diante dos fatos, os suspeitos estavam sendo encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Itapoá, quando a PM foi informada de que havia ocorrido um furto a residência nas proximidades. Ao se deslocarem até o imóvel, a vítima reconheceu os três aparelhos de telefone celular e informou que haviam arrombado a janela de sua casa, por onde efetuaram o furto.


Casos como esse não têm sido raros em Itapoá. O Diário de Itapoá, através das informações da Polícia local, tem divulgado um considerável número de ocorrências desse porte de uns tempos para cá. Assustados, alguns moradores e veranistas sugeriram que o site desenvolvesse uma matéria alertando sobre o assunto. Então, fomos atrás de respostas às dúvidas, junto ao delegado de Polícia Civil do Município, Gilberto Crepaldi Mondini, que prontamente nos respondeu. Confira:

DI: Qual é o procedimento que deve ser tomado pelas pessoas que têm suas residências furtadas ou roubadas?
Delegado:
Primeiramente, fazer um levantamento de todos os objetos subtraídos e procurar a Delegacia da Polícia Civil para o registro do boletim de ocorrência. Após o registro, com as informações nele contidas, a Polícia Civil irá iniciar as investigações com foco em prender o indivíduo e recuperar os objetos subtraídos.

DI: Qual procedimento deve ser tomado por quem flagra uma ocorrência de furto a residência?
Delegado:
Imediatamente, esta pessoa deverá ligar para o telefone de emergência da Polícia Militar, o nº 190, informando a situação com calma e com a maior riqueza de detalhes possível. Assim, a Polícia Militar encaminhará uma viatura até o local para a detenção do indivíduo que estiver praticando o crime. Caso a pessoa não presencie o crime, mas tem informações sobre ele, sobre o criminoso ou sobre os objetos furtados, aí ela poderá ligar para a Polícia Militar (190), para a Delegacia da Polícia Civil (3443-3020 ou 3443-3040) ou, até mesmo, para o Disque Denúncia (181).

DI: Qual é a pena para quem pratica furto ou roubo a residência?
Delegado:
O crime de furto a residência é basicamente punido com pena de detenção, que poderá variar de 1 a 8 anos.  Já no crime de roubo a residência, onde é empregada violência para a subtração do objeto, a pena de reclusão poderá variar de 4  a 30 anos.

DI: De que forma as pessoas podem evitar esses tipos de ocorrências? Quais os cuidados que devem ter?
Delegado:
As pessoas devem se relacionar mais com seus vizinhos. Trocarem telefones, informações, e informarem sobre viagens e ausências de casa, para que um ajude o outro na vigilância das residências da rua e, até mesmo, do bairro. Obviamente, outras medidas são bem vindas, como aumentar a altura dos muros e dos portões, sempre trancar com chave ou cadeado as portas, janelas e portões e, se possível, colocar grades nas janelas, alarmes e cercas elétricas. Outro fator que poderá contribuir com a diminuição dos furtos é que as pessoas somente comprem objetos usados com notas ficais ou se, realmente, tiverem certeza da origem lícita do produto.

DI: No seu ponto de vista, como se encontra a situação das ocorrências de furto e roubo a residências em Itapoá?
Delegado
: Na realidade, Itapoá sempre teve altos índices de furtos a residência, devido as casas de veraneio que ficam fechadas a maior parte do ano e pelo fato das residências, de um modo geral, não terem nenhuma segurança. Pode verificar, a maioria das casas em Itapoá são feitas com muros de no máximo um metro de altura. As janelas de madeiras ou alumínio sem grades de proteção e, quase sempre, sem alarme ou vigilância de um vizinho. Esses fatores são facilitadores para os marginais. Ocorre que, ultimamente, os furtos também estão ocorrendo na residência de moradores e não só nas casas de veranistas. Então, a população itapoaense diz que está verificando um aumento no número de furtos, o que necessariamente não é verdade.

DI: Há alguma consideração que o senhor, como Delegado, queira fazer sobre o assunto?
Delegado: Acredito que a conversação entre vizinhos e uma atenção maior nas pessoas que estão circulando pelo bairro diminuiria, em muito, os registros de furto. Não custa nada, a pessoa quando verificar uma situação estranha ou um indivíduo suspeito, ligar para o 190 e pedir uma viatura no local. Isso poderá evitar um futuro furto. Outra medida salutar é que as pessoas não comprem produtos usados sem nota fiscal ou de origem duvidosa. Só ocorrem os furtos, porque existem pessoas adquirindo esses produtos furtados, e a Polícia também está investigando essas pessoas, as quais necessariamente também serão presas junto com o ladrão. Por último, registrem boletins de ocorrência sobre os crimes. Hoje, a Delegacia está superlotada de produtos que não conseguimos localizar os proprietários por conta do não registro da ocorrência.


Do Diário de Itapoá, com informações de Gilberto Crepaldi Mondini, delegado de Polícia Civil de Itapoá e da Polícia Militar de Itapoá.

Conteúdo alterado após apontamento do Ministério Público de Itapoá.


 

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