Golpista do bilhete premiado preso no DF é proprietário de hotel em Itapoá, onde possui residência Imprimir E-mail
Policial
Ter, 26 de Julho de 2011 18:56

O golpe do bilhete premiado ainda tem feito vítimas no Distrito Federal. Na semana passada, três mulheres caíram no conto e perderam bens de valor, grande quantia em dólares e reais, além de joias, que foram avaliadas em aproximadamente R$ 400 mil. Dois homens são acusados de praticar o crime. Um deles acabou preso no último dia 11 de julho, quando tentava aplicar o golpe em uma senhora, em frente a uma agência bancária. O comparsa dele conseguiu fugir e está sendo procurado pela polícia.

Policiais civis da Divisão de Operações Especiais estavam em frente à agência bancária quando avistaram Ivan Teixeira, 50 anos, e um outro homem abordarem uma senhora, tentando prender a atenção dela. Os agentes resolveram verificar do que se tratava e quando se aproximaram da dupla, um deles correu e conseguiu fugir, enquanto o outro, imediatamente, ofereceu a quantia de R$ 379 e US$ 550 aos policiais para que não fosse levado à delegacia. Os agentes, então, efetuaram a prisão de Ivan. Como havia três queixas contra um estelionatário naquela Delegacia de Polícia, os agentes chamaram as mulheres, que fizeram o reconhecimento pessoalmente e afirmaram que ele é um dos criminosos.

Segundo o delegado-chefe, Marcelo de Paula Araújo, as vítimas, em geral mulheres, eram abordadas pelo comparsa de Ivan em portas de banco. Ele dizia não ser morador da cidade, não ter identidade e pedia ajuda para retirar uma grande quantia em dinheiro de um prêmio que ele tinha ganhado na loteria. Enquanto contava a história para a mulher, Ivan se aproximava, falava que tinha ouvido a conversa dele e também oferecia ajuda. “Neste momento, o homem que se passava pelo ganhador do prêmio dizia que daria uma parte do dinheiro se eles o ajudassem a pegar a quantia, já que ele não possuía identidade e pedia garantias à vítima para que ele não fosse passado para trás por ela. Era quando a pessoa dava dinheiro, joias e bens para poder garantir que não iria traí-lo”, explica o delegado. Ele ainda conta que uma das vítimas conseguiu sair ilesa do golpe, pois a fila do banco estava muito grande e por isso os acusados desistiram e foram embora. De acordo com a polícia, Ivan tem oito passagens fora do DF e a maioria delas por estelionato. Ele foi autuado, em flagrante, por corrupção ativa e também foi indiciado pelos três estelionatos. Se condenado, pode pegar até 12 anos pelo primeiro crime e até cinco anos por golpe praticado.

Segundo o Delegado de Polícia Civil de Itapoá, Gilberto Crepaldi Mondini, Ivan Teixeira é proprietário de hotel em Itapoá, onde também possui residência.


Matéria do site Jornal Coletivo com informações da Delegacia de Polícia Civil de Itapoá, e adaptação do Diário de Itapoá.

 

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