Acidente com embarcação reacende discussão acerca da dragagem do canal da Barra Imprimir E-mail
Pesca
Qui, 03 de Dezembro de 2009 07:00

Na tarde dessa terça-feia (01), dois pescadores da Barra do Saí passaram por um grande susto.  A bordo de um bote, Salo e Nardo (como são conhecidos), aproveitaram a maré alta (único momento possível atualmente), para adentrarem no mar a partir da Boca da Barra. Quando estavam a cinco minutos da costa, os pescadores foram surpreendidos por fortes ondas, sendo que uma delas danificou o casco da embarcação, o que resultou na entrada de muita água para dentro do bote. Nesse momento, os pescadores viram-se obrigados a retornar ao raso, onde, por muito pouco, evitaram que a embarcação afundasse por completo. Horas depois, aproveitando nova cheia de maré, com o auxílio de vários pescadores da localidade e de uma segunda embarcação, recolheram o bote para a devida manutenção.

 

Esse não é um fato isolado. Um dia antes, nessa segunda-feira (30), duas embarcações enfrentaram problemas semelhantes e isso tem ocorrido com frequência entre os muitos pescadores da Barra do Saí. Segundo Salo, o problema é decorrente do assoreamento do Canal da Barra. “Somos obrigados  sair para o mar quando a maré está alta, senão o bote não passa pela Boca da Barra que está muito assoreada. Com a maré alta, o mar está agitado e o melhor seria não precisarmos sair com essa maré, mas é o único momento em que conseguimos”.

 

O tema em questão já foi muito discutido, tendo sido, inclusive, foco de reunião entre autoridades e moradores da Barra do Saí, conforme publicado em matéria do Diário de Itapoá, no início do mês passado (novembro). Na ocasião, autoridades informaram que, no prazo de 20 dias, estudos deveriam ser concluídos e entregues aos órgãos ambientais responsáveis, a fim de que a Prefeitura conseguisse as licenças ambientais necessárias e pudesse abrir o processo licitatório para solucionar o problema. Passados alguns dias do prazo previamente estipulado, a comunidade da Barra do Saí aguarda informações acerca do referido estudo, bem como da sequência do processo.

 

Nas imagens, vista aérea da Boca da Barra.

 

Adicionar comentário

Política de Comentários DI

Ao efetivar um comentário, o internauta concorda com a nossa política de moderação.


Código de segurança
Atualizar