Processo erosivo da orla itapoaense está cada dia mais grave e mar continua avançando Imprimir E-mail
Natureza
Seg, 03 de Maio de 2010 23:10

Situação se agrava após última ressaca, e inúmeras casas de moradores e turistas à beira mar estão em situação de risco, devido ao acentuado processo erosivo da orla de Itapoá.


O problema da orla vem sendo debatido por diversas autoridades municipais. Na Sessão Odinária do dia 8 de março de 2010 da Câmara de Itapoá, o vereador e presidente da Comissão Especial de Estudos e Acompanhamento da Orla - Valdecir de Souza, mostrou o trabalho de conclusão da Comissão, e ressaltou que a Comissão não tem competência para firmar protocolo de intenções em nome do Município.


O problema da orla afeta não só os proprietários de áreas confrontantes à orla, mas toda a cidade de Itapoá, pois inviabiliza investimentos robustos pelo Poder Público da Cidade. A urbanização da orla fica comprometida, e investimentos necessários para o conforto dos turistas acabam não acontecendo.


Professor Angulo - Especialista da UFPR

Em reunião realizada no dia 18 de setembro de 2009, na Câmara Municipal de Itapoá, o Dr. Professor Rodolfo José Angulo da UFPR, inicialmente, disse que provavelmente a falta de areia das praias de Itapoá esteja ligada à dragagem do canal do Porto de São Francisco, fato que ocorre nas praias de todos os municípios em que há essa situação. Entretanto, a boa notícia trazida pelo professor foi que essa areia que está sendo retirada do canal é de boa qualidade e é muito parecida com a areia das praias de Itapoá, e o que é mais caro em um projeto de alimentação artificial é conseguir encontrar uma areia compatível e sem impurezas. Diante disso, Angulo afirmou que a situação do Município é favorável, visto que, além do fato de a areia ser de boa qualidade, o canal do porto está muito próximo das praias de Itapoá, portanto, é mais viável para o porto trazer a areia até aqui do que despejar em alto mar.


Carlos Henrique Pedriali Nóbrega - Ex-Secretário do Meio Ambiente

Em reunião realizada no dia 27 de março de 2009 na Câmara de Itapoá, segundo Carlos Henrique, se acontecer mais uma ou duas fortes ressacas em Itapoá, não será destruída uma construção ou outra, mas centenas de imóveis à beira-mar. Ele disse, ainda, que algo tem que ser feito urgentemente, pois considera que em menos de 10 anos todos os imóveis à beira-mar estarão comprometidos se nada for feito.

Carlos Henrique Pedriali Nóbrega lembrou que existe lei municipal, prevendo o gerenciamento costeiro e, mais especificamente, essa questão sobre erosão. Diz essa lei que essa é uma responsabilidade do Executivo, mas que não vem sendo cumprida por falta de verba destinada a tal assunto. Ou seja, existe a regulamentação, mas não existe no plano orçamentário do Município, um valor destinado ao tema.


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