Centro de Referência em Estudos de Florestas Costeiras é construído em Itapoá Imprimir E-mail
Natureza
Sáb, 05 de Março de 2016 15:25

Aos que ainda pensam que Itapoá se resume à praia, mais uma boa notícia vem ressaltar todo o potencial socioambiental do município. Já está em construção o Centro de Referência em Estudos de Florestas Costeiras, projeto desenvolvido pela Associação de Defesa e Educação Ambiental (ADEA), que visa valorizar e estimular cada vez mais a pesquisa científica e educação ambiental na região.

O Centro faz parte do projeto “Implantação do Plano de Manejo: estruturação e desenvolvimento da RPPN Fazenda Palmital (Reserva Volta Velha)”, contemplado pelo Ministério Público Federal no edital sobre a indenização depositada pela empresa Norsul - em virtude do acidente com uma barcaça em 2008, na Baia da Babitona, em São Francisco do Sul. Este é um dos nove projetos aprovados para a região.

Conforme Celso Seger, presidente da ADEA, o Centro faz parte da fase de implantação do Plano de Manejo na Reserva, colocando em prática vários projetos previstos nos programas de manejo que possibilitem a criação de um fundo de conservação da área. O Plano de Manejo foi aprovado em 2012 e, agora, precisa ser implantado. “Estávamos buscando recursos para isso, até que saiu este edital e aproveitamos”, conta Celso. Segundo ele, várias foram as ideias para aproveitar o recurso, mas o Centro mostrou-se a mais completa e necessária para o momento, atribuindo diferentes aspectos e projetos para a implantação do Plano.

Assim, são 443m² que englobam laboratório, auditório, banheiros, quartos e refeitório em uma estrutura localizada na área de uso da Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Palmital, onde é permitida a implantação de infraestrutura de acordo com o zoneamento definido no Plano de Manejo. Em meio à mata atlântica, o Centro fica a 2.700m da atual sede da Fazenda Santa Clara, que juntamente com A RPPN Fazenda Palmital, compõe a conhecida Reserva Volta Velha. “O Centro está sendo construído em uma área de baixo impacto, onde a vegetação já havia sido suprimida há alguns anos, antes da Criação da RPPN, e que se encontrava em processo inicial de regeneração”, explica Celso. Para os visitantes e pesquisadores chegarem ao Centro, estão sendo estudadas formas de transporte com o mínimo impacto.

A edificação, mais do que inaugurar uma nova fase na região, busca reativar a tradição histórica de pesquisas na Reserva. Estimular convênios com universidades brasileiras e estrangeiras, intensificar a produção acadêmica sobre a fauna e flora da região e promover programas de educação ambiental são apenas algumas ideias presentes no projeto. Para mostrar que isso será colocado em prática, a ADEA ofereceu uma contrapartida ao recebimento do recurso: durante os próximos dez anos serão atendidos alunos dos sétimos anos de escolas públicas de Itapoá para o programa de educação ambiental sem nenhuma despesa. Para oficializar esta contrapartida o município de Itapoá deverá oferecer apoio em relação à merenda, transporte e recursos adicionais para a remuneração da equipe.

Além da questão educacional e científica, o Centro também visa estimular outro potencial do município, em especial da RPPN: o turismo de natureza. De acordo com Celso, a biodiversidade de Itapoá, desde que conservada, poderá ser um grande chamariz para praticantes do ecoturismo e para observadores de aves do mundo inteiro, além do potencial para o turismo de aventura. “Potencial o município tem de sobra, falta só saber aproveitar. Com isso, todo mundo acaba ganhando”, afirma o presidente.

Entre as boas notícias e benefícios, a equipe da ADEA, instituição gestora da RPPN Fazenda Palmital, prevê a conclusão das obras ainda para o segundo semestre deste ano.

 
ADEA presente em outros projetos

Além da execução do projeto na RPPN Fazenda Palmital, a ADEA também marca presença em outros projetos ambientais da região, como o Babitonga Ativa, por exemplo. Executado pela Universidade da Região de Joinville (Univille), este projeto também foi contemplado pelo edital de indenização da empresa Norsul e visa elaborar um plano de governabilidade ecossistêmico e colaborativo para a região da Baía da Babitonga.

Como o projeto envolve diferentes segmentos da sociedade – dos seis municípios do entorno da Baía -, a ADEA, está participando das reuniões do Grupo Estratégico de Mobilização (GEM) que tem como meta criar o Grupo Pró-Babitonga para atuar na conservação da Baía.

Segundo Celso, esta participação possibilita uma boa integração entre os projetos realizados na região e instiga um olhar mais atento às peculiaridades do estuário da Baía da Babitonga que também abrange parte do município de Itapoá.


informações e fotos de Augusta Gern - Assessora de Imprensa da ADEA.


 

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