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O leitor do DI Leonardo Henrique Jonas registrou em fotos uma grande concentração de águas-vivas na praia do Pontal.
O fato aconteceu no final de semana passado, e segundo Leonardo, a quantidade de águas-vivas impressionou a todos que passavem pelo local.
Equipes da UFSC identificam e monitoram águas-vivas no litoral de SC
Segundo Alberto Lindner, coordenador do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, o desafio agora é monitorar a presença de águas-vivas no Estado também no inverno e compreender melhor a biologia destes animais. Ele salienta que é importante lembrar que as águas-vivas e caravelas não atacam os banhistas, apenas capturam alimento passivamente na água com seus tentáculos urticantes e “queimam” quando são acidentalmente tocadas.
Números disponibilizados pelo Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), que funciona junto ao Hospital Universitário da UFSC, mostram que no final de 2010 foram registradas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e suas larvas) no final de 2010. No início de 2011 já foram 32 casos registrados no CIT/SC.
O Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina mantém um serviço de plantão permanente durante 24 horas. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-643-5252. Além de registrar as ocorrências, a equipe alerta para o que fazer no caso de queimaduras por águas-vivas e caravelas:
Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:
- Antes de entrar no mar é fundamental observar na areia da praia se existem águas-vivas mortas. Caso isto ocorra deve-se tomar mais cuidado pois provavelmente existem outras vivas no mar. É importante ter bastante atenção para não encostar em alguma.
- Como neste período do ano, quando a água é mais quente existem muitas águas vivas as pessoas deveriam levar na bolsa de praia um frasco de vinagre para o caso de um acidente
- Quando houver queimadura com água viva, não se deve colocar água doce no local, visto que os nematocistos rompem por osmose e liberam mais “veneno”, aumentando a reação local.
- Se houver tentáculos aderidos a pele, estes podem ser retirados com uma pinça ou por “raspagem” com a borda não cortante de uma faca por exemplo.
- A melhor medida a ser tomada é colocar vinagre no local. O vinagre deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos. O ideal é “esguichar” um pouco diretamente na pele e após isso embeber um pano, por exemplo uma fralda, com vinagre e mantê-la em contato com todo o local “queimado” por 15 a 30 minutos.
- Nos casos de dor leve a moderada, pode ser utilizado um analgésico comum do tipo paracetamol ou dipirona. Se a dor for intensa ou houver outros sintomas como vômitos, é importante encaminhar o acidentado a uma unidade de saúde para ser realizado uma analgesia mais potente.
- Felizmente as águas vivas do nosso litoral não são tão tóxicas como as “australianas”. Lá as águas vivas são os animais que mais matam. Existem espécies tão tóxicas que podem causar a morte em poucos minutos.
Mais informações sobre registros de acidentes com águas-vivas e
caravelas junto ao Centro de Informações Toxicológicas: (48) 3721-9083 /
0800-643-5252 (Ligação Gratuita 24h) / www.cit.sc.gov.br
Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fonte: www.ufsc.br
Matéria relacionada: - Invasão de águas-vivas e caravelas no litoral itapoaense |
Comentários
Estive ontem na Barra do Saí e constatei águas-vivas morta na areia da praia,apenas alguns exemplares.
No mes de julho visitando a região do Porto de Itapoá e todo Pontal, me deparei com essa quantidade de águas-vivas presente na areia,já naquelas semanas,como as das fotos,fiquei impressionado.
Ótimas fotos Leonardo, para uma boa matéria no DI.
Como ex-morador de praia continuamente saia a correr ou caminhar. Intencionado ou não quase sempre seguia lindas donzelas, como estímulo para correr ou seguindo no caminho de casa. Muitas vezes ouvia sussurros como estes. “Amiga entrou na água hoje? Sim entrei três vezes, tinha tomado muito suco de manhã”, outros como este, “Só entrei para fazer xixi”. Mais ruidosos eram os peladeiros “cervejistas” da calada da noite que apenas se apunha da água e tiravam seu artefato fora do calção para se aliviar sua bexiga na beira da água, não importando se tinha ou não familiares passando do lado.
Também cochichava com meus botões, “Não venho mais tomar banho em xixi dos outros”. Mais tarde ao ver navios que estacionavam em frente à praia, para aguardar vaga no porto que ficava próximo, e os tripulantes aproveitavam este tempo para higienizar seus sujos cargueiros. Fui até o porto e ao interrogar por que eles faziam isto. Respondeu-me cruelmente: “Temos máquinas que trituram os restos de dejetos antes de vomitá-los no mar”.
Não obstante; agora temos algas mortas prematuramente que invadem as praias. Mais de 13 mil casos de ataques de água-vivas a banhistas em apenas um litoral. A natureza, não se vinga como dizem alguns, ela sabiamente se protege. Temos ai uma reação do mar por termos o feito de latrina e lixeiro. Falta fiscalização dos navios, faltam banheiros higiênicos e de graça dia e noite nos balneários.
Destes bons tempos restou entre outras passagens boas um conto que fiz: Leia esta em um segundo:
www.recantodasletras.com.br/.../367171
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