Lobo marinho é encontrado debilitado na 1ª Pedra, em Itapema do Norte Imprimir E-mail
Natureza
Sex, 22 de Julho de 2011 09:21

Lobo marinho na 1 Pedra, Itapema do Norte, ItapoáHoje (22) Itapoá recebeu a ilustre visita de um lobo marinho. O filhote de Lobo Marinho foi avistado na 1ª Pedra, em Itapema do Norte. Autoridades locais foram acionadas. Conforme relatos, o animal não apresentava sinais de ferimento, porém estava muito debilitado.

Animais como esse, procuram refúgio em praias para descansarem em virtude de suas longas e/ou irregulares rotas migratórias.

Fique atento e saiba que esse animal, assim como outros mamíferos marinhos são protegidos por lei (Portaria SUDEPE n° N-11, 21 de fevereiro de 1986) que proíbe a perseguição, caça, pesca ou captura nas águas sob jurisdição nacional.

Ao se deparar com situações como essa, ligue imediatamente para o telefone (47) 3443-8853 Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Itapoá, ou ainda, para a Polícia Ambiental (47) 3439-5477.


Breve Histórico

Na costa brasileira é registrada a ocorrência de três espécies de lobos marinhos, sendo elas o lobo-marinho-do-sul (Arctocephalus australis); o lobo-marinho-subantártico (Arctocephalus tropicalis) e o lobo-marinho-antártico (Arctocephalus gazella).

A espécie predominante na Região Sul do Brasil é a Arctocephalus australis, ocorrendo regularmente na costa de Santa Catarina, principalmente nos meses de inverno e primavera. Devido aos registros frequentes de encalhes de animais vivos e mortos, pode-se considerar que a espécie utiliza frequentemente uma grande região compreendida desde estado do Rio Grande do Sul até o de São Paulo, principalmente nos meses de inverno, quando a espécie pode ser favorecida em seus deslocamentos pela forte ação de correntes frias, como a das Malvinas. Os exemplares do lobo-marinho- do- sul que chegam às águas do Brasil são oriundos basicamente de colônias reprodutivas das Ilhas Uruguaias, onde se concentra a maioria da população da espécie no Atlântico Sul. É muito comum a incidência de exemplares dessa espécie na praia logo após fenômenos meteorológicos associados a entradas de frentes frias oriundas do sul do continente. Essas frentes frias provocam vários dias de vento forte e grandes ondulações no mar, o que poderia causar dificuldade de alimentação e natação para os filhotes, impedindo-os de se alimentar, o que ocasionaria a sua aparente debilidade, enfraquecimento e até a mortalidade.

Nome populare: Lobo-marinho-do-sul
Nome científico: Arctocephalus australis (Zimmermann, 1783)
Ordem: Carnivora
Família: Otariidae
Comprimento total na idade adulto: Os machos adultos atingem 1,8m, enquanto as fêmeas, em geral, não ultrapassam 1,5m.
Peso na idade adulto: Os machos adultos pesam cerca de 200kg, enquanto as fêmeas 60kg.

Características gerais: Corpo delgado, com coloração variando de negro a marrom, com tons cinza prateados. Ventre ligeiramente mais claro. Focinho fino e pontudo, orelhas visíveis. Pelagem dupla, com pêlos escuros e grossos e abaixo desses, pêlos superficiais mais curtos. Machos adultos sempre maiores que as fêmeas. Dentes pós-caninos com formato tricúspide.

Distribuição: Distribui-se ao longo da costa da América do Sul, desde o Peru até o sul do Brasil. Ocupa principalmente ilhas rochosas, tanto próximas como afastadas da costa. Sua população é estimada entre 300.000 e 450.000 lobos-marinhos. Na costa brasileira, são avistados principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, embora existam registros também para a região sudeste. Animais jovens, com até 1m de comprimento, são os mais comuns em nosso litoral. Ocorrem principalmente durante os meses de inverno e primavera.

Reprodução e Tempo de Vida: No Brasil não existem colônias reprodutivas da espécie. A reprodução ocorre em ilhas do Uruguai, Argentina, Peru e Chile. O acasalamento e os nascimentos ocorrem durante a primavera e verão, com início em outubro. Durante a estação reprodutiva, os machos podem formar e defender haréns com inúmeras fêmeas ou ainda defender áreas específicas dentro das colônias, chamadas de territórios. A fêmea dá a luz à somente um filhote depois de 12 meses de gestação. O período de amamentação dura em média de 8 a 10 meses. Os lobos-marinhos podem viver de 15 a 20 anos.

Alimentação e Predadores: Alimentam-se principalmente de peixes e lulas. Os principais predadores são as orcas e os tubarões, porém no Brasil ainda não existem registros comprovados dessas interações.

Ameaças: Eventualmente podem ser capturados acidentalmente em redes de pesca.

Abaixo, imagens do Lobo Marinho registradas esta manhã.


Veja, também, as fotos que o fotógrafo Beto Vieira capturou do mamífero marinho:

Última atualização em Sex, 22 de Julho de 2011 23:15
 

Comentários  

 
+3 #1 Rubens 23/07/2011 19:07
Tenho a curiosidade em saber, quais os procedimentos que foram tomados, ou estão sendo, para que o animal volte ao seu habitat ? Grato.
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+3 #2 Angela 24/07/2011 15:46
É SRºRubens aqui só se comenta mais não nos dão respostas.Principalmente a ASSESSORIA DE EMPRESSA DA PREFEITURA.Acho que deveriamos ser respeitosamente respondidos quanto as matérias aqui ou em outro site divulgadas.Isso sim é comunicação,com perguntas e respostas.
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+4 #3 Rubens 24/07/2011 23:03
Certo Sra. Angela !!! postei a pergunta no intuito de receber alguma resposta vinda diretamente dos órgãos competentes, e/ou de alguem com conhecimento no assunto e que tenha acompanhado o fato.
Recentemente comecei a ler o Diario de Itapoa e participado na opinião das matérias,que por sinal muito boas e defendem o interesse do municipio.

Sobre a matéria do LOBO MARINHO,tenho muito interesse SIM em saber quais são e/ou foram os procedimentos para que o animal volte ao seu habitat.
Ficarei muitíssimo agradecido por alguma resposta e que contribua para o conhecimento de todos.
Abraço.
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+5 #4 João Claudio 24/07/2011 23:21
Boa Noite a todos, quando animais marinhos como este chegam as praias geralmente estão descansando da longa viagem que fizeram, e neste caso os procedimentos tomados foram os preocedimento padrão para esta situação. Foi analisado se o animal estava ferido e após constatar que o mesmo só estava se recupeando do cansaço, o local foi isolado e colocado no local placa indicando para que as pessoas não se aproximassem do animal pois isso causa estress no animal tambem foi alertado a população para que deixassem ele descançar e após este período de descanço o animal voltou ao mar e a seu habitat natural, voltando a fazer a sua tragetória natural.

João Claudio

Fiscal de Meio Ambiente.
Citação
 
 
+5 #5 Angela N Ribaski 25/07/2011 15:25
Citando João Claudio:
Boa Noite a todos, quando animais marinhos como este chegam as praias geralmente estão descansando da longa viagem que fizeram, e neste caso os procedimentos tomados foram os preocedimento padrão para esta situação. Foi analisado se o animal estava ferido e após constatar que o mesmo só estava se recupeando do cansaço, o local foi isolado e colocado no local placa indicando para que as pessoas não se aproximassem do animal pois isso causa estress no animal tambem foi alertado a população para que deixassem ele descançar e após este período de descanço o animal voltou ao mar e a seu habitat natural, voltando a fazer a sua tragetória natural.

João Claudio

Fiscal de Meio Ambiente.

Venho agradecer por ter nós dado a resposta .Muito obrigado.
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+5 #6 Rubens 25/07/2011 22:28
Sr. João Claudio.
Quero aqui agradecer sua postagem feita neste jornal esclarecendo minhas dúvidas sobre este assunto que me despertou curiosidade.
Grato.
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0 #7 João Claudio 28/07/2011 17:24
Sr° Rubens, sempre que puder ajudar estarei a disposição e é muito importante esse interesse da população e tambem de fundamental importancia os veículos de comunicação, acho que todos estão fazendo a sua parte.

Grato
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