Associações da Barra do Saí unem-se pela necessidade urgente de desassoreamento do Rio Saí Mirim Imprimir E-mail
Natureza
Qua, 15 de Setembro de 2010 00:50

Assoreamento do Rio Saí MirimPreocupadas com o futuro da Barra do Saí e do município de Itapoá, como um todo, a Associação de Moradores da Barra do Saí e a Associação Comunitária Redes ao Mar uniram-se por um objetivo comum: o desassoreamento do Rio Saí Mirim.


O problema de assoreamento do Rio Saí Mirim, na Barra do Saí, é muito antigo, mas intensificou-se no final de 2008, a partir das grandes enchentes que assolaram o Município na época. Praticamente um ano depois das enchentes, em 5 de novembro de 2009, o Diário de Itapoá publicou uma matéria tratando de reunião realizada na comunidade da Barra do Saí, que parecia anunciar o fim do problema dentro de um curto espaço de tempo.

No dia 14 de abril de 2010, mais uma matéria, publicada no Diário de Itapoá, denunciava o problema enfrentado pela comunidade da Barra, tendo em vista que o processo de licenciamento ambiental para o necessário desassoreamento encontrava-se parado na Fatma (Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina). Na data, moradores da Barra do Saí anunciavam que iriam até Joinville, na sede da Fatma, tentar agilizar a tramitação do processo.

Uma semana depois, no dia 21 de abril de 2010, uma nova matéria falava dos resultados obtidos pela visita dos moradores à Fatma, em que foram informados de que o processo de liberação da licença ambiental poderia ser muito mais rápido, caso fosse solicitado pela Promotoria Pública da Comarca de Itapoá. Uma reunião com a Promotora do Município foi agendada na ocasião.

Em 28 de abril de 2010, a Promotora da Comarca de Itapoá, Dra. Bárbara Elisa Heise, recebeu munícipes e autoridades para tratar do desassoreamento do Rio Saí Mirim e, na ocasião, o Gerente da Fatma, em Joinville, garantiu, para a semana seguinte, a liberação da licença ambiental para o desassoreamento do Rio, o que se confirmou no dia 5 de maio de 2010, com a Licença Ambiental Prévia nº 24/2010.

Aproximadamente um mês e meio depois, no dia 22 de junho de 2010, a Prefeitura Municipal de Itapoá enviou ao Ministério da Integração Nacional uma proposta de convênio, no valor de R$ 1.274.500,07, para o desassoreamento do Rio Saí Mirim, deixando claro na justificativa da referida proposta que:
- Esta obra é de grande importância para o Município, pois diminuirá os problemas ocasionados pelo assoreamento da foz e em outros pontos isolados do rio, quais impedem a comunidade de manter sua rotina de navegação e colocam em risco a cidade, sujeitando-a a alagamentos.

Tendo em vista o longo processo para a efetivação do desassoreamento do Rio Saí Mirim e a situação em que se encontra o assoreamento do Rio atualmente (com pouca vazão para o mar e com alto índice de mortalidade de peixes), a Associação de Moradores da Barra do Saí e a Associação Comunitária Redes ao Mar começaram a se reunir com freqüência, mobilizando-se e mobilizando os moradores da Barra do Saí, para cobrar a solução do problema, junto às autoridades competentes.

Segundo representantes da Associação de Moradores da Barra do Saí e da Associação Comunitária Redes ao Mar, os problemas com o assoreamento do Rio Saí Mirim sempre existiram, porém atingiam somente pescadores e, agora, afetam a toda a comunidade da Barra do Saí. O problema é tão grande que até mesmo estudantes da rede pública de ensino estão sendo prejudicados, uma vez que em dias de maré cheia, o ônibus escolar necessita desviar o seu trajeto em determinado trecho da Barra do Saí, por causa de alagamento da via, fazendo com que os alunos tenham que se deslocar algumas quadras a mais para embarcarem no coletivo.

Olhando para a margem do rio, quem conhece o mesmo logo percebe que algo não está certo. Mesmo depois de uma sequência de dias de tempo seco, o rio encontra-se em um nível altíssimo, o que preocupa a todos os moradores da Barra do Saí, principalmente, aos ribeirinhos.

O problema é tão sério que o Oceanógrafo Luiz Paulo de Azevedo, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), prevê uma catástrofe imensurável, caso não sejam tomadas providências urgentes antes que uma chuva mais intensa atinja a região.

O Município dispõe de R$ 350 mil destinados ao desassoreamento do Rio Saí Mirim. Segundo o que a Prefeitura Municipal de Itapoá justificou às Associações da Barra do Saí, esse valor é muito baixo para o início da obra e, por isso, o Poder Executivo aguarda a resposta do Ministério de Integração Nacional quanto à proposta de convênio no valor de R$ 1.274.500,07 e até lá nada pode fazer.

Tanto a Associação dos Moradores da Barra do Saí, como a Associação Comunitária Redes ao Mar se dizem inconformadas com o descaso das autoridades em relação ao assoreamento do Rio Saí Mirim. Sérgio de Machado, Presidente da Associação Redes ao Mar, diz que o descaso pode ser observado, inclusive, por parte do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), órgão deliberativo, consultivo e normativo, que não vem tratando do preocupante tema em suas reuniões, segundo ele.

Nos próximos dias, as associações envolvidas estarão distribuindo ofícios e requerimentos ao Ministério Público e a todos os órgãos públicos relacionados com o tema. Não surtindo efeito, elas garantem que partirão para manifestações populares e que não descansarão enquanto esse grave problema não tiver sido sanado.




As imagens foram cedidas pelas duas associações citadas na matéria.



 

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