Inquérito termina, mas dúvida segue quanto à morte da menina Jordana Imprimir E-mail
Justiça
Sex, 12 de Novembro de 2010 07:05

A conclusão do inquérito que investigava a morte de Jordana Larissa Batista Alves, 12 anos, não colocou fim às dúvidas da família sobre o caso que chocou Itapoá. Ela foi encontrada morta em uma vala no bairro Samambaial, a cerca de 50 metros da escola que estudava, em setembro de 2009.

O delegado Rodrigo Lemes ficou responsável pela investigação e encerrou o caso convencido de que a menina havia sido morta por acidente. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Jordana foi vítima de afogamento.

O documento deixou claro que não houve agressão (a menina não tinha marcas no corpo), envenenamento ou luta. Mas a necropsia não explicou como a menina teria caído em uma vala de 20 centímetros de profundidade e se afogado.

Familiares garantem que ela não tinha problemas de saúde e acreditam que alguém deve ter provocado o afogamento. O padrasto de Jordana, Edemilson Cezaika, e a mãe dela, Julinda Batista, sempre se perguntaram: como ninguém viu a menina caindo, se ela saiu da escola no mesmo horário que os colegas e trabalhadores que fazem o mesmo caminho?

Por ainda haver dúvidas envolvendo as circunstâncias da morte da menina, um advogado da família procurou o Ministério Público em Itapoá nas últimas semanas em busca de respostas. Eles querem mais detalhes do trabalho pericial feito naquela investigação.

A promotoria já encaminhou o pedido à Polícia Civil. Mas o atual delegado de Itapoá, Fábio Fortes, observa que a manifestação do MP não garante a reabertura do caso. Segundo o delegado, é possível que as informações solicitadas pelo advogado já estejam no laudo feito na época. Fábio também diz que não há prazo para que a família receba respostas. “Esses detalhes não são de competência da Polícia Civil, por isso não há como saber quanto tempo pode levar a apuração”, explica.

Durante a investigação, o primeiro laudo feito pelo legista não era conclusivo e chegou a apontar que havia marcas de sangue na calcinha da menina. Mas o documento oficial confirmou que ela não foi violentada sexualmente.

Informações do jornal A Notícia.

 

Adicionar comentário

Política de Comentários DI

Ao efetivar um comentário, o internauta concorda com a nossa política de moderação.


Código de segurança
Atualizar