Parabéns Itapoá Imprimir E-mail
Eventos
Dom, 26 de Abril de 2009 12:30

Em homenagem aos 20 anos do nosso Município, o Diário de Itapoá traz a história dessa “pedra preciosa sendo lapidada”.


O nome de nossa cidade é de origem indígena e significa: ITA – pedra / POÁ – ponta / ITAPOÁ – na língua Tupi Guarani é um arpão curto e largo, utilizado por índios e caboclos.

CARACTERÍSTICAS
Com as águas mais quentes do Sul do Brasil, Itapoá oferece 100% de balneabilidade durante o ano todo.
Data de fundação: 26/04/1989.
Data festiva: 26/04.
Principais atividades econômicas: o turismo é a principal fonte do Município, seguido da pesca e da agricultura.
População: 11.251 (IBGE 2008).
Colonização: franco-portuguesa.
Principais etnias: francesas e portuguesas.
Localização: norte do estado, a 80 km de Joinville e a 260 km de Florianópolis.
Área: 256 Km².
Clima: Mesotérmico úmido. A temperatura média varia de 18ºC a 30ºC.
Altitude: 18 metros acima do nível do mar.
Cidades próximas: Joinville, Garuva, São Francisco do Sul e Guaratuba/PR.

HISTÓRIA
Os índios Carijós que habitavam a região deixaram registros em diversos sambaquis espalhados por Itapoá: na Estrada do Sol, ao longo das margens dos Rios Saí Mirim e Saí Guaçu, na entrada da cidade. O município, que pertenceu a São Francisco do Sul e a Garuva, tornou-se independente em 1989.

Uma pedra está localizada em frente ao camping no Balneário de Itapoá à 300 metros da praia e faz um curioso surgimento seguindo o encanto das marés; quando alta, fica submersa, quando baixa, fica à vista para contemplação.

Os índios Carijós foram os primeiros habitantes dessas terras e admiravam esse acontecimento sempre à espera do ressurgimento da pedra. A marca de sua existência ficou registrada através dos Sambaquis encontrados por todo o Município.

Sambaquis são montões de conchas, restos de cozinha, esqueletos, depositados por tribos selvagens que habitavam o litoral na pré-história.

Itapoá pertencia ao município de Garuva e foi transformada em Distrito pela Lei 08/66, de 01 de março de 1966, pelo então prefeito Dórico Paese em Município em 26 de abril de 1989, pela Lei Estadual nº 7.586. O acesso à Itapoá era feito pela Estrada da Serrinha aberta em 1957 pela Companhia SIAP - Sociedade Imobiliária e Pastoril Ltda., cujos associados eram: Ari Alcântara Paese, Armando Colombo, Geraldo Guinter, Irineu Azevedo Cruz, José Colombo, Pedro H. Hermes, Waldemar Serafim e Werner da Silva. O Engenheiro Responsável era o Dr. Eni Alves Neves e o mestre de obras era Luis Brandalise. Estrada essa com a extensão de 27,7 km, ligando Garuva a Itapoá. Estabilizou-se como SC 415, pelo decreto 6.107 de 30 de novembro de 1990.

Em 1963 começaram estudos para a abertura de um novo acesso à Itapoá, pelo Engenheiro Dalei Buseti, em 1965 abriram as primeiras picadas. Em abril de 1969 João Cornelsen, Ademar Pereira (Cotia) (mestre de obras), Nelson Bergonse, Mário Spyra e outros, começaram a obra que finalizou em 17 de novembro de 1970 com a denominação de Estrada Cornelsen.

Em 1985 foram construídas as duas pontes de concreto. A primeira, fazendo divisa com o Paraná, pelo Governador José Richa (do Paraná) e a segunda pelo Governador do Estado de Santa Catarina, Esperidião Amim.

O sonho de todos era ver a Estrada Cornelsen asfaltada. Criou-se a Lei nº 20/97 de 25 de março de 1977 de taxa de pavimentação e pró-asfalto, que foi regulamentada pelo decreto nº 109/97 de 31 de outubro de 1997. O primeiro incentivador foi o Sr. José Alves Silva com uma contribuição espontânea de R$ 1.000,00 em 04 de janeiro de 1997.

Em 11 de julho de 1977 realizou-se a Concorrência Pública para a pavimentação da Estrada Municipal Cornelsen (Estrada do Sol), com 9,8 km. Participaram dessa concorrência 8 empresas, sendo a vencedora a ENGEPASA – Engenharia de Pavimento S/A. A obra teve início em 12 de dezembro de 1997, com a participação da comunidade e do Deputado Udo Wagner.

Município litorâneo de 256,1 km², na divisa com o Paraná, Itapoá é muito procurada por veranistas, por seus 32 km de praias e outros atrativos naturais, como matas e cachoeiras. O nome tem origem indígena e quer dizer “pedra que surge” em referência a uma rocha submersa no mar que aparece durante a maré baixa. As principais atividades econômicas são agricultura, pesca e turismo. Itapoá era distrito de Garuva até 1989, quando ocorreu sua emancipação política. Tranquilo durante quase todo o ano – tem cerca de 11.000 habitantes fixos (IBGE 2008) – transforma-se no verão em um movimento destino de veraneio, com população flutuante de até 100.000 pessoas. Suas praias se distribuem por cinco balneários: Barra do Saí, Itapema do Norte, Itapoá (centro), Pontal do Norte e Figueira do Pontal. Algumas têm areias monazíticas. Seu território é cortado pelos Rios Saí Mirim e Saí Guaçu, que oferecem belas paisagens. Itapoá está a 256 km de Florianópolis e a 135 km de Curitiba. Para quem vai por Santa Catarina pela Rodovia BR-101, o acesso asfaltado é na altura de Garuva. A estrada cruza a divisa com o Paraná e, no primeiro posto da Polícia Rodoviária Estadual, há uma rodovia à direita que retorna ao território catarinense e leva à sede do Município. Há 20 meios de hospedagem, entre hotéis, pousadas e residenciais, com aproximadamente 600 leitos.

TURISMO
Com as águas mais quentes do sul do Brasil, Itapoá oferece 100% de balneabilidade durante o ano todo.

Os 32 km de praia de Itapoá atraem cada vez turistas. Os locais mais visitados são o Pontal da Figueira e o Farol, além das praias com águas quentes e límpidas e areias muito brancas, de onde se pode observar um belíssimo sol nascente. Muitas delas são quase intocadas. A pedra que deu nome à cidade, localiza-se a 300 metros da praia.

DESTAQUE
Itapoá vai ter um terminal portuário privativo de uso misto (carga própria e de terceiros) totalmente integrado ao meio ambiente. Em fase de instalação em Itapoá, o Tecon Santa Catarina, é exclusivo para a movimentação de contêineres. A construção deve estar concluída até o final de 2009, com início das operações a partir do primeiro semestre de 2010. O Tecon SC vai receber embarcações de grande porte, melhorando a logística entre os continentes e os mercados internos da América do Sul, especialmente no Sul e no Sudeste brasileiros.

O Tecon Santa Catarina nasceu da idéia do Conglomerado Battistella de criar um terminal próprio para exportação de madeira. O projeto evoluiu para um terminal privativo de contêineres, ganhou a parceria da Hamburg Süd e passou a contar com o apoio do Governo de Santa Catarina na infra-estrutura para instalação do empreendimento.

O terminal portuário em Itapoá, um dos primeiros construídos pela iniciativa privada, inicia operação no segundo semestre de 2010.

Inovador no Brasil, o Tecon Santa Catarina segue a tendência dos portos mais modernos do mundo, com mínima interferência no meio ambiente. Duas pontes saem do pátio de contêineres e avançam cerca de 230 metros no mar até o píer, onde ficam os três berços de atracação. Dessa forma, mantém-se intacta a praia da Figueira do Pontal, com suas características naturais.

A escolha por Itapoá para sediar o empreendimento foi motivada pelo calado natural de 16 metros existente nessa região da Baia da Babitonga. Essa característica possibilitará ao Tecon Santa Catarina receber adequadamente navios de grande porte, melhorando o fluxo dessas embarcações no Sul e no Sudeste brasileiro. E deve caracterizar o terminal como um porto de concentração de cargas de importação e exportação, que receberá grandes navios do exterior para redistribuir a carga por cabotagem para outros portos do Brasil e da América do Sul – especialmente Argentina e Uruguai.

O Tecon Santa Catarina tem capacidade instalada inicial para movimentar cerca de 300 mil contêineres/ ano e foi concebido para ser referência de produtividade e segurança entre os portos brasileiros.

Para isso, contará com as mais avançadas tecnologias disponíveis como DGPS (Differencial GPS) e RFID (Radio Frequency Identification), além de operar de acordo com o ISPS Code – regulamentação internacional de segurança portuária.

A movimentação de contêineres será monitorada em todas as fases da operação. O porto será equipado com 4 portêineres, 11 transtêineres e 26 terminal tractors.

O acesso terrestre ao Tecon Santa Catarina será feito pela rodovia BR 101 seguido pela SC 415. Esta rodovia catarinense está sendo pavimentada e passando por melhorias para atender à demanda rodoviária para o terminal.

A baia da Babitonga, acesso marítimo ao empreendimento, está estrategicamente localizada entre as regiões de maior movimentação econômica do Brasil – O Sul e o Sudeste – e alguns dos principais mercados da América do Sul.

Esse empreendimento conta com financiamento do BID.

ASPECTOS GEOLÓGICOS
Os sedimentos marinhos atuais são compostos por cordões de areia quartzosas, quase sempre bem selecionadas, distribuídas ao longo das praias, apresentando esporadicamente ilmenita, magnetita denominados sedimentos quaternários. No Balneário Itapema do Norte, encontramos rochas denominadas magmátitas.

CLIMA
Tropical úmido com chuvas distribuídas sem muita oscilação ao longo do ano. Temperatura média anual em torno de 20ºC. Umidade relativa do ar, 87,18%. Precipitação média anual, 1.904,00 mm.

TIPOS DE SOLO
Predomina na região arenito, slite e argila. Composição: quartzo em maior parte, argilo minerais, minerais pesados, tais como: magnetita, ilmenita (preta) e conchas.

RELEVO
Itapoá é caracterizada por um relevo acidentado nos quais ocorrem desde colinas até montanhas com amplitudes altimétricas de até 200 metros. O relevo apresenta também planícies sedimentares que se estendem ao longo do litoral, onde encontramos: praias, baías, enseadas e pontas. Em Itapoá, a presença da Mata Atlântica é permanente em toda cidade.

VEGETAÇÃO
Superfície coberta principalmente pela vegetação de Floresta Atlântica de planície costeira, ou seja, Floresta Ombrífila Densa de planície quaternária. Há também a vegetação de praia, restinga e manguezais e ao longo das montanhas vegetação mais exuberante da Floresta Sub Montana e Montana. Na formação de planície Montana e Sb Montana há várias espécies de árvores nativas entre elas: canela preta, pérola vermelha, canela sassafrás, maçaranduba, canela amarela, guapuruvu e outras.

MANGUEZAIS
Um dos ecossistemas costeiros de maior importância por sua alta produtividade é o manguezal, com terrenos baixos, sujeitos à ação direta das marés, localizados em áreas relativamente abrigadas, formados por vasas lodosas às quais se associam comunidades vegetais e animais característicos. Eles contribuem para a manutenção dos recursos pesqueiros marinhos e de água doce. A fauna dos manguezais é bastante diversificada, composta por diferentes espécies de aves, peixes, moluscos, mamíferos crustáceos e outros. A manutenção desses ambientes é importante devendo-se evitar o desmatamento, aterro dessas áreas, depósito de lixo, lançamentos de esgotos domésticos e captura predatória dos animais.

MEIO AMBIENTE
A natureza é prioridade para o empreendimento do porto. Para permitir o início da construção do terminal, o Tecon Santa Catarina obteve licença ambiental do IBAMA e licenças operacionais da Agência Nacional de Trasportes Aquaviários, da Marinha e da Prefeitura de Itapoá.

Para garantir a integridade dos ecossistemas da região, o terminal contratou a realização de diversos programas definidos em seu planejamento ambiental. Levantamentos relacionados às águas da Baia da Babitonga, à fauna da região de entorno e aos manguezais têm a mesma importância que os trabalhos técnicos e operacionais, assim como a avaliação dos parâmetros oceanográficos verificados na baía. A educação ambiental também faz parte do programa de responsabilidade do empreendimento.

Como compensação para o meio ambiente, o terminal está destinando recursos para investimentos em cinco importantes unidades de conservação da região, definidas pelo Ibama. O maior volume será aplicado no levantamento fundiário do Parque Estadual Acarai, em São Francisco do Sul. O restante vai para outras quatro unidades: Reserva Biológica do Arvoredo, Estação Ecológica de Guaraqueçaba, Parque Nacional de Superagüi e Parque Nacional de Saint Hilaire Lange.

O Tecon Santa Catarina também tem apoiado iniciativas ambientais de Itapoá, como o programa de Educação ao Ar Livre da Reserva Volta Velha, que beneficiará 680 estudantes de 5ª a 8ª série de escolas do Município.

HIDROGRAFIA
Os maiores rios do município de Itapoá são: Rio Saí Mirim, Rio Saí Guaçu, Rio Jaguaruna.

A bacia hidrográfica Saí Mirim é a maior da região, constituída de várias vertentes que irrigam por completo o Município e contem quatro cachoeiras com quedas que variam de sete a doze metros situadas no Braço Norte e Saí Mirim. É considerada bacia litorânea de pequeno porte e deságua diretamente no Oceano Atlântico. A bacia hidrográfica do Saí Mirim é formada pelos Rios: Saí Mirim, Água Branca, Bom Futuro, Braço do Norte, Quilombo, Do Meio, Baixo, Jaguaruna, Comprido, Pequeno, Gracioso, Uirapuru, Inferninho, Itapoá, Mendanha, Carrapatinho, Banararinha, Minas, Guarajuba, Bacamarte, Do Tomás e dos Córregos Trevisa, Água Braça.

ILHAS
Em Itapoá temos: Ilha do Saí Guaçu e Ilha de Itapeva.

A BASE ECONÔMICA DE ITAPOÁ É O TURISMO

OUTROS ASPECTOS
Pesca: já foi uma das principais atividades do Município, entretanto pelo seu caráter extrativista e pela característica artesanal dos pescadores aqui estabelecidos, encontra-se em franca decadência, perdendo diariamente o seu espaço para as frotas pesqueiras industriais.

Em Itapoá encontra-se estabelecida a Colônia de Pesca Z-1. A comercialização é feita, em sua maioria, por pescados trazidos de São Francisco do Sul, Itajaí e Guaratuba, pois a quantidade produzida pelos pescadores locais é insuficiente, até mesmo fora de temporada.

Agricultura: é tipicamente de subsistência com raras exceções. As principais culturas cultivadas no Município são: banana, arroz, mandioca e derivados, abacaxi, hortifrutigranjeiros.

Pecuária: é explorada por pequenos proprietários que fazem transformação do leite e o revendem de porta em porta. Há também um pequeno rebanho de gado de corte que é abatido periodicamente para consumo próprio.

COMO CHEGAR A ITAPOÁ
A 40 km de Garuva, em direção ao litoral, com acesso pelas rodovias SC-412 e SC-415. O aeroporto em Joinville fica a 80 km de distância pelas rodovias BR-101, SC-412 e SC-415.

Fonte: AMUNESC – Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina.


 

Adicionar comentário

Política de Comentários DI

Ao efetivar um comentário, o internauta concorda com a nossa política de moderação.


Código de segurança
Atualizar