Impasse atrasa reinicio das atividades em dois núcleos do projeto Ampliação da Jornada Escolar Imprimir E-mail
Esporte
Qui, 15 de Março de 2012 19:49

Projeto Ampliação da Jornada Escolar de ItapoáUm impasse com relação a uma das sedes do projeto de “Ampliação da Jornada Escolar” (AJE) vem causando transtornos a cerca de 250 alunos de Itapoá. O local, conhecido como “Amarelinho”, que comportava dois dos seis núcleos do projeto no Município, foi descredenciado por ter sido considerado um local inseguro e não ter apresentado a documentação necessária, segundo informações obtidas junto à Prefeitura. O imóvel, que fica entre a 2ª e 3ª Pedra em Itapema do Norte, sediava as atividades dos alunos da própria região e da Barra do Saí. A sede da Colônia de Pescadores Z1 teria sido escolhida como o novo local, mas acabou não sendo aprovada pela Prefeitura. Segundo a Assessoria de Imprensa do Poder Executivo Municipal, a sede da Colônia também não possui a documentação necessária.

A situação tem gerado desconforto em muitos pais dos alunos que estão sem atividades no projeto. Luziane Vitorino de Moura, mãe de uma aluna de 08 anos, considera o fato uma injustiça. “O que os nossos filhos têm de diferente das outras crianças? O direito não é para todos?”, questiona. Ela conta que ligou para a Prefeitura, solicitando solução, mas a situação continua a mesma. “Minha filha tem o direito de participar, assim como todas as crianças que ainda não iniciaram as atividades este ano. Elas estão ansiosas pelo reinício. Crianças não compreendem essas confusões causadas por ‘gente grande’. Elas só querem poder ir brincar e rever os amigos”, comenta Luziane. Ela isenta os professores e as pessoas envolvidas mais diretamente no AJE. “Conheço vários professores e pessoas envolvidas nesse projeto e sei da dedicação e do esforço deles. Quero, inclusive, parabenizá-los e pedir para que continuem nos ajudando, unindo forças para resolvermos isso”, conclui.

Por meio de sua Assessoria de Imprensa, a Prefeitura de Itapoá informou que a Secretaria Municipal de Educação está em busca de um local adequado e que atenda as exigências estabelecidas em lei, tais como a documentação do imóvel, por exemplo. Luciana Coan, coordenadora do projeto, lamenta a demora no início das atividades no “Amarelinho”. Segundo ela, não está fácil encontrar um local ideal e que atenda às exigências administrativas, garantindo, acima de tudo, a segurança e a praticidade de locomoção dos alunos.

Todos os outros quatro núcleos retomaram suas atividades no dia 1º de março. Eles funcionam, dois no Complexo Esportivo do Balneário Itapema, um na Acopof (Associação Comunitária do Pontal e da Figueira) e um no Camping Itapoá, atendendo a cerca de 470 alunos. Considerando aqueles que ainda não reiniciaram as atividades neste ano por causa do impasse com a sede, 720 alunos são atendidos pelo AJE, que conta ainda com 14 profissionais: um coordenador geral, três coordenadores de núcleo, dois professores de surfe, um professor de balé, um professor de música, um de judô, um de capoeira, um de vôlei, um de recreação e dois professores de futebol.

Do Diário de Itapoá, com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Itapoá e de Luziane Vitorino de Moura.




 

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