Itapoaense atua como técnico da categoria juvenil do Joinville Esporte Clube Imprimir E-mail
Esporte
Qua, 13 de Abril de 2011 13:28

Itapoaense é técnico da categoria de base do JEC.Foi o repórter Ricardo Passos quem apelidou de “comendador de Itapoá” o então jovem Júlio Sérgio Cunha, nascido em Itapoá há 43 anos. Mas o apelido que realmente pegou, especialmente entre a torcida do JEC, foi Julinho.

O atacante defendeu o tricolor nos anos 80 e hoje é técnico da categoria juvenil. “No tempo em que eu jogava, era difícil manter um lugarzinho no time titular. A concorrência era com feras como Nardela, João Carlos Maringá, Cláudio José, Moreno, Geraldo Pereira...” A dificuldade em se firmar em meio a tantas cobras criadas levou Julinho a vestir várias camisas pelo Brasil, até encerrar a carreira e se dedicar a repassar seus conhecimentos aos jovens. Agora, Julinho está na reta final de preparação para o campeonato estadual juvenil, que começa no final deste mês. “No ano passado, perdemos a final para o Criciúma, e agora vamos novamente para disputar o título. O grupo está mais experiente e pronto para encarar todos os adversários.”

Julinho sabia o que queria da vida desde criança. “Com 12 anos, eu já jogava entre os adultos em Itapoá. Aí vim fazer um teste no infantil do JEC, fui aprovado e entrei no time.” Para treinar, Julinho vinha três vezes por semana a Joinville, quando o pai, comerciante, buscava mercadorias. “Meu apelido em casa era Serginho, mas como já tinha um no time, o técnico Afonsinho decidiu que eu seria o Julinho”, conta. Afonsinho foi também o responsável pela mudança de posição do jogador: “Eu era meia, mas ele achou que eu me daria melhor como atacante. Estava certo”.

Depois de meio ano no bate-volta, Julinho se mudou para Joinville, indo morar nos alojamentos das categorias de base, dentro do Ernestão. Depois de um tricampeonato da cidade, aos 16 anos passou para os juniores, onde também foi tricampeão, agora do estado. “Tínhamos um belo time, com Wagner, Pingo, Rocha, Dido, Michel e Heitor, entre outros que depois fizeram sucesso no profissional.” A maior conquista daquele grupo foi o terceiro lugar na Copa São Paulo, em 1988.
Julinho começou a integrar o time profissional em 1987, já vestindo a faixa de campeão estadual. “Participei de alguns jogos daquela campanha, geralmente entrando no segundo tempo”, lembra Julinho, que guarda com carinho na memória um jogo contra a Caçadorense, quando marcou três gols. “Naquele dia, minha família tinha organizado uma caravana de Itapoá para ver o jogo. Acho que retribuí à altura.”

Com poucas oportunidades num time em que os craques se sucediam, em 1990 Julinho trocou as cores tricolores pelo rubronegro do Vitória da Bahia, por empréstimo. Retornou no ano seguinte, para novo empréstimo, agora para o Brusque. Em 92, já casado, rumava para Florianópolis, com o passe comprado pelo Avaí. Dali em diante, seguiram-se Juventude, Araranguá (onde nasceu o filho Bruno), Francisco Beltrão, Guarani de Bagé, Cascavel e Fortaleza, onde encerrou a carreira, em 1997. Abriu uma escolinha de futebol em Itapoá e passou a jogar como amador, defendendo 25 de Agosto, América, Palmeiras e Sercos.

Em 2004, incentivado pela mulher, Marcela, concluiu o segundo grau e fez a faculdade de Educação Física. “Sou muito grato a minha esposa, que insistiu para que eu fizesse a faculdade.” Mal se formou, Julinho foi convidado por Nardela, então coordenador das categorias de base do JEC, a assumir a direção técnica do infantil. Quatro anos depois passou para o juvenil, onde hoje comanda um grupo de 35 jovens até 17 anos – entre eles o filho Bruno, “Volante bom de bola”, garante o técnico, pai também de Júlio, de 11 anos, jogador de futsal.

E as metas, Julinho? “Gosto muito do meu trabalho, quero aprender cada vez mais, crescer, um dia treinar os juniores e os profissionais.”

Matéria de Fabrício Porto.



 

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