Vereador Marcelo Antonio Tessaro (PP) Imprimir E-mail
Entrevistas
Dom, 26 de Abril de 2009 11:16

Nascido em 09 de junho de 1974, em Catanduvas/PR, Marcelo Antonio Tessaro mudou-se para Itapoá em 1995, quando tinha 21 anos e foi convidado por seu irmão a trabalhar no ramo de compra e venda de madeiras. Tessaro, como é conhecido, consolidou-se como micro-empresário do ramo de esquadrias de alumínio e vidros antes de entrar definitivamente na carreira política. Acompanhe a entrevista que o Vereador Marcelo Tessaro concedeu ao Diário de Itapoá:

De que forma se desenvolveu sua história política?
Em 1999, eu ainda trabalhava no ramo e entrei para o PP (Partido Progressista), no qual sou filiado até hoje. Envolvi-me com a campanha política no ano 2000, quando o Ademar foi candidato a Prefeito e, a partir daí, passei a me envolver mais com a política dentro do PP, participando, inclusive, do diretório, do qual participo até hoje. Aí, fui candidato a vereador em 2004, quando fui o 17º candidato mais votado, com 127 votos. Trabalhei durante um ano, como Diretor Geral da Câmara em que tive uma aprendizagem boa, a qual me ajudou a ter uma melhor experiência de como funciona a legislatura municipal. Com isso, em 2008 me lancei candidato novamente e obtive 270 votos, sendo eleito como o quarto vereador mais votado no geral e o mais votado do meu partido.

De que forma o senhor avalia o voto de confiança dos itapoaenses ao o elegerem ano passado? Como pretende retribuir essa confiança?
Pretendo retribuir com aquilo que eu propus, que é fazer uma legislatura séria e honesta, tentando suprimir o voto de favor e manter o voto de confiança no trabalho. Acredito que, nesses primeiros meses de mandato, tenho feito o que me propus a fazer, pois estou cumprindo realmente as atribuições que cabem ao legislador, sem fazer assistencialismo, mas sim trabalhando em prol da coletividade. O que pretendo fazer no meu mandato é dar respaldo total aos meus eleitores e qualquer pensamento em nova eleição em 2012 ou posteriormente, deixarei em segundo plano, pois primeiro preciso fazer jus aos votos que recebi em 2008.

Qual a sua prioridade de trabalho em relação a projetos para o Município? Algum projeto que você considere imprescindível?
Uma questão que me preocupa é em relação ao Plano Diretor. Hoje, tudo aqui vive em função do desenvolvimento do Município, pois ainda não temos uma vida própria. Precisamos pensar melhor nesse Plano Diretor, no que diz respeito a subdivisões de lotes e áreas de construção. Existe um Plano aprovado e temos que fazer as alterações necessárias, pois ele está um pouco fora da nossa realidade, levando em consideração que o nosso Município cresceu e está crescendo muito rápido e isso nos leva à necessidade de termos que rever o nosso Plano Diretor para que as pessoas não tenham prejuízo quando vierem investir em nosso Município.

O senhor pretende fazer alguma sugestão ao Plano Plurianual – PPA, nesse sentido?
Pretendo, inclusive tenho colhido informações das pessoas envolvidas na Educação, na Saúde e todos os segmentos do nosso Poder Público Municipal e da sociedade em geral e, levando em consideração que a comunidade também vai participar das audiências públicas do PPA, pretendo subscrever a vontade e as reivindicações da população, em que posteriormente, estarei apresentando as emendas sugeridas pelos munícipes, sim e, também, aquelas que eu considerar necessárias. Estou estudando o PPA e, assim que forem abertas as audiências públicas com a população, devemos estar apresentando nossas sugestões e subscrevendo a vontade do povo.

Como o senhor avalia o trabalho do Poder Executivo desenvolvido até o momento nessa gestão?
Acredito que o Poder Executivo tem reclamado bastante da crise, algo que virou moda em nosso país, em que as pessoas justificam a falta de atitude baseadas na crise financeira mundial, mas eu acho que Itapoá não está passando por essa crise toda. Apesar de termos tido uma temporada fraca financeiramente, o movimento foi intenso, mas as pessoas vieram com menos dinheiro e o comércio não faturou o que esperava. Tivemos, também, os problemas com as enchentes que nos assolaram ao final do ano passado, em que houve uma propaganda bastante negativa para a nossa cidade, o que nos prejudicou. Nós temos, agora, que recuperar nossa imagem e mostrar que o nosso Município, apesar de todos os problemas, ainda se encontra em ótimas condições, pois nossas praias, por exemplo, permanecem completamente limpas, com 100% de balneabilidade.

O que o senhor espera da atual gestão do Poder Executivo do Município?
Eu espero que o Poder Executivo tente diminuir ao máximo as despesas com pessoal, em que nós vereadores, inclusive aprovamos alguns projetos de interesse do Executivo, no que se tratava de conceder a revisão geral anual ou o abono, e nós votamos pelo abono, com aprovação unânime, apoiando o Executivo, uma vez que o abono é uma coisa boa para o funcionário, mas que não incidem impostos, fazendo com que não acarrete maiores despesas à Prefeitura.

E o trabalho do Poder Legislativo, até o momento, como o senhor avalia?
Eu vejo que a amenidade impera dentro de nossa Câmara e isso, inclusive, tem atraído as pessoas à Câmara e elas têm comentado na rua que agora vale a pena assistir aos trabalhos da Câmara, porque não encontram mais os vereadores brigando, mas sim discutindo o que é de interesse e relevância para o nosso município.

O que o senhor espera da atual gestão do Poder Legislativo do Município?
Com o companheirismo que se desenvolve aqui dentro, sendo que nossa base (oposição) tem seis vereadores, sendo quatro do PMDB e dois do PP, acredito que teremos força para cobrar, do Executivo, atitudes mais incisivas para que o nosso município não perca com a falta de comprometimento de quem quer que seja e, assim, para que a Cidade se desenvolva. Estamos aí, no aniversário de Itapoá, e fui informado que não haverá nenhuma comemoração em homenagem a esse importante dia. Isso muito me entristece. Enfim, o Legislativo, como representante direto do povo, não vai permitir que o Executivo deixe de cumprir com suas obrigações.

Em relação à audiência pública sobre a Lei nº. 140/2007 que regulamenta o comércio temporário no Município, houve opiniões divergentes sobre o assunto. Qual a sua posição sobre o comércio temporário e as feiras de verão?
Apesar de ter havido várias discussões, eu percebi que o grande problema dessa questão está na falta de fiscalização, pois já existe essa Lei que rege toda a questão do comércio temporário. Essa Lei tem bastante embasamento, mas infelizmente não vem sendo devidamente fiscalizada. Precisamos regulamentar essa Lei de uma forma diferente, de modo que possamos punir com maior severidade aqueles que estão fazendo do nosso município, uma espécie de comércio ambulante estrangeiro, em que não se tem controle algum e em que o comércio local acaba sendo prejudicado.

Recentemente, a Câmara foi sede de uma interessante discussão sobre a erosão em nossa orla marítima, como o senhor avalia essa situação? De que forma o Legislativo pode auxiliar a sanar ou amenizar esse problema?
O Legislativo já tomou as devidas providências, inclusive já há um Projeto de Resolução, em que se nomeia uma comissão de vereadores para poder acompanhar essa dragagem que é feita pelo Porto de São Francisco e verificar a forma como está sendo despejada essa areia, porque eu acredito que o problema de erosão em nosso município se deve ao fato de essa areia ser retirada do canal e as nossas areias caírem no buraco feito por essas dragagens. Já estamos tomando as devidas providências e eu acredito que quando começarmos a fiscalizar a dragagem do canal do Porto de São Francisco, devemos começar a sanar esse problema.

Qual a sua opinião em relação à construção e às atividades que o Porto desenvolverá em nosso município?
Eu digo que o Porto, na verdade, é uma consequência. Nosso país, hoje, tem um déficit portuário muito grande. Nossa cidade tem o privilégio de ter um canal com o maior calado do sul do País, em torno de 16 metros e meio de profundidade. Eu acredito que o Porto só não está mais adiantado porque houve muitas rixas entre os que eram a favor do Porto e os que eram contra. A gente não sabe os reais objetivos dessas brigas. Pode ser que todos tivessem interesses no Porto, mas alguns não conseguiram levar vantagens. Pessoas que, de repente, não veem, em um futuro próximo, maneiras de se privilegiar com a instalação do Porto, acabam criando alguma dificuldade, mas nós temos visto que o Porto está a todo o vapor e o que nos preocupa, na verdade, é a estrada, a qual esperamos, o mais breve possível, estar pronta.

Como o senhor avalia o atual momento do nosso município?
Estamos enfrentando uma transição, inclusive, política. Temos que buscar alternativas de fontes de recursos para o nosso município. Precisamos buscar investimentos para que o nosso município não cresça só por meio de sua arrecadação própria, mas também com recursos que venham de fora. Estamos, também, como Projeto do REFIS (Recuperação Fiscal), pelo qual acreditamos, também, entrará uma boa receita para que o Executivo possa ampliar os investimentos no Município.

Qual a mensagem que o senhor deixa para a população itapoaense e, até mesmo, para os turistas que frequentam nosso município?
Quero pedir para que fiquem atento aos gestores públicos, aos legisladores, para que não cometam a injustiça de deixar pessoas boas de fora e colocar pessoas mal intencionadas a frente do Poder Público. Os turistas, também, podem contar com a gente. Acredito que já para o próximo ano termos uma praia ainda mais limpa, mais bonita. Estaremos mais bem estruturados para recebermos os turistas. No decorrer do ano, esse primeiro de Legislatura, vamos buscar promover alguns eventos para movimentar o comércio, a fim de que ele chegue ao final do ano sem estar devendo e sem precisar usar o dinheiro da temporada para cobrir dívidas do período de inter-temporada, como habitualmente acontece. Temos que chegar à temporada com o comércio estruturado para melhor poder atender aos nossos turistas. À população itapoaense, peço que tenham um pouco de paciência, pois ainda estamos no começo de gestão e estamos trabalhando para atender as necessidades da comunidade. Peço, também, para que tenham confiança em nosso trabalho. Estamos no 20º ano do nosso município. Trata-se de uma data comemorativa, que deveríamos tratar com um pouco mais de alegria e um pouco mais de respeito, mas infelizmente devido essa transição, talvez tenhamos um ano difícil. Quero pedir para que a população nos apóie e nos procure. Quero, aqui, deixar o meu gabinete à disposição da população para qualquer reivindicação que tenha como princípio a coletividade.

 

Adicionar comentário

Política de Comentários DI

Ao efetivar um comentário, o internauta concorda com a nossa política de moderação.


Código de segurança
Atualizar