Vereador Jeferson Rubens Garcia (PMDB) Imprimir E-mail
Entrevistas
Dom, 19 de Abril de 2009 11:16

Jéferson Rubens Garcia ou Jefinho, como é popularmente conhecido em Itapoá, nasceu em 1º de setembro de 1971, na cidade de Joinville, mas sempre morou em Itapoá, só saindo para estudar em Joinville. É comerciante, empresário do ramo de produções e eventos. Proprietário de uma casa noturna no Município. Está na profissão há 20 anos e com essa casa de shows há 16 anos. Jefinho estudou em Joinville, fez um curso de formação técnica mecânica. Sua intenção era ficar por lá, trabalhando nesse ramo, porém como seu pai tinha um laço em Itapoá e já gerenciava uma pastelaria aqui, retornou à Itapoá, para ajudar seu pai com esse comércio. Assim, tornou a pastelaria Garcia em um ponto de encontro da comunidade. Quando percebeu que a pastelaria estava misturando restaurante com “Point”, aventurou-se, como ele mesmo diz, a abrir uma casa noturna em sociedade com outros colegas, na época. A formação societária foi mudando, mas há quatro anos assumiu essa casa noturna sozinho.

De que forma se desenvolveu sua história política?
Como meu pai já é morador antigo, tem muito conhecimento da cidade. Ele entrou na política e se elegeu por duas vezes vereador aqui em Itapoá. E eu, como tenho uma história com o comércio aqui no Município, pois minha casa noturna é bastante conhecida e sempre cedo espaço para realizarem vários eventos de importância para a cidade, então, tive vontade de entrar na política, acreditando que posso auxiliar, ainda mais, Itapoá. Levando em consideração que meu pai tinha criado uma boa imagem no Município e me deixou uma herança política muito boa, eu me candidatei a vereador e fui eleito ano passado, em minha primeira candidatura.

De que forma o senhor avalia o voto de confiança dos itapoaenses ao o elegerem ano passado? Como pretende retribuir essa confiança?
Eu senti, pelas pessoas que me auxiliaram, que os meus eleitores e minha base confiaram muito em mim e, ainda confiam. Jamais quero abandoná-los e dar qualquer motivo para que deixem de confiar. Comigo, não tem esse negócio de bairrismo. É natural falarem que fui eleito pelo Balneário Itapema do Norte, mas eu estou aqui, preocupado com o Pontal, com a Barra, com o Saí Mirim, com a Jaca, enfim, com todos os bairros. Fui eleito Vereador para lutar por Itapoá, como um todo.

Qual a sua prioridade de trabalho em relação a projetos para o Município? Algum projeto que você considere imprescindível?
Como eu sou uma pessoa do comércio, de eventos e, consequentemente, do turismo, eu procuro trazer bastantes eventos fora de época. Procuro apoiar os eventos, como sempre apoiei as várias festas que tem aqui no Município. Pretendo continuar contribuindo com Itapoá dessa forma. Pretendo contar com o apoio de todos os vereadores, pois um vereador sozinho não consegue muita coisa, mas todos os vereadores unidos, no mesmo propósito, o Município tem muito a ganhar. Pretendo trabalhar forte para o desenvolvimento do comércio, do turismo, da segurança e da educação, que é um tema que me preocupa muito, pois sou pai de família e tenho dois filhos. Acho que todos os setores precisam ser vistos como prioridade. Na área de educação, eu pretendo contribuir para que no ensino básico tenha um conteúdo voltado para o atendimento ao turista, voltado para o conhecimento do Município em si, melhorando o atendimento e a receptividade de Itapoá, no que diz respeito aos estabelecimentos comerciais. É um projeto que tenho em mente, pois esse tipo de coisa, a gente não aprende mais depois de certa idade, isso você tem que aprender no ensino básico e, por isso, que pretendo implantar um projeto nesse sentido. Resumindo, os meus focos são o turismo, a segurança e a educação. Estou começando meu primeiro mandato agora e venho aprendendo muita coisa. Hoje, eu vejo com muita atenção duas questões: a questão da “Águas de Itapoá” que temos que definir e dar um rumo e a questão do “Projeto Orla” que me preocupa muito, pois para Itapoá se desenvolver, temos que ter uma definição quanto a isso para saber onde e como podemos investir. Enfim, temos que analisar essa questão de meio ambiente e de saneamento básico com a maior brevidade possível.

O senhor pretende fazer alguma sugestão ao Plano Plurianual – PPA, nesse sentido?
Uma sugestão é viabilizar verba para o Projeto Orla e a questão da Águas de Itapoá que precisamos saber se vai e como vai ser investido em saneamento, se teremos algum projeto nesse sentido.

Como o senhor avalia o trabalho do Poder Executivo desenvolvido até o momento nessa gestão?
O Prefeito, como saiu nos jornais, pegou a Prefeitura em dia, porém, como se sabe, os recursos municipais caíram muito. Eu acredito que, até devido à fama que o atual Prefeito tem, ele tem segurado ao máximo os recursos para “colocar a casa em ordem”. Tivemos a questão das enchentes que é uma questão complicada, porém o Prefeito não pode ficar só nessa coisa de administrar as finanças, ele precisa ser dinâmico. Precisa dar um jeito de resolver as inúmeras situações pelo bem do Município. Ele foi eleito para isso. Sabemos que a dificuldade é grande, mas precisamos cobrar as soluções para os nossos problemas. Eu sou, teoricamente, oposição ao Prefeito, mas estarei à disposição, junto com o meu partido, para tudo o que for em prol de Itapoá.

O que o senhor espera do Poder Executivo no atual mandato?
Eu acho que o Prefeito precisa ir atrás de soluções para os nossos problemas, como eu já citei. Ele não pode ser tão burocrático, precisa ser dinâmico. Sabemos de todos os problemas, sabemos da queda brusca do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), da queda da arrecadação e tudo mais, mas o Prefeito precisa ter dinamismo, precisa encontrar formas de sair disso. Idéias para contornar a situação e é isso que eu espero dele.

E o trabalho do Poder Legislativo, até o momento, como o senhor avalia?
Eu acho que a Câmara está de namoro ainda. Estão todos se conhecendo. A harmonia está imperando e os nove vereadores estão sabendo se respeitar, independentemente de bandeira partidária, percebe-se que nenhum vereador está ali para brincar com as pessoas. Cada um tem suas características e todos estão trabalhando, buscando o melhor para o Município. Ainda é cedo par fazer uma análise mais aprofundada.

O que o senhor espera da atual gestão do Poder Legislativo do Município?
Espero que o trabalho continue sendo sempre a favor do desenvolvimento de Itapoá. Vão aparecer muitas dificuldades, muitos projetos polêmicos, eu sei disso. Espero que ninguém queira se beneficiar com o poder. Nos dias atuais, isso não funciona mais. A imprensa está aí e o povo não é bobo. Não quero ver ninguém, na Câmara, buscando vantagens individuais, pois fomos eleitos para atender aos interesses da coletividade. Temos que manter a humildade. Atualmente, por exemplo, nosso Presidente da Câmara está com o objetivo de construir a nova sede da Casa e temos que apoiar, mas cientes, é claro, de que temos que continuar atento a tudo o que ocorre ao nosso redor. Temos que buscar estarmos atentos a todas as necessidades do Município.

Em relação à audiência pública sobre a Lei nº. 140/2007 que regulamenta o comércio temporário no município, houve opiniões divergentes sobre o assunto. Qual a sua posição sobre o comércio temporário e as feiras de verão?
Na verdade, eu vejo que essa Lei foi muito bem elaborada, mas falta fiscalizar o seu cumprimento com rigor. É preciso analisar os dois lados da questão. A própria Constituição Federal prevê que não se pode impedir o “ir e vir” que é direito básico do cidadão, mas eu também sou comerciante e sinto essa dificuldade de algumas pessoas que vêm para cá, aproveitam a temporada de verão, arrecadam dinheiro em nosso Município e vão embora. Precisamos ter uma mentalidade na Prefeitura e no Legislativo de trabalhar o planejamento nesse sentido. Pode ser através de audiências públicas, das quais eu acredito que sairiam boas idéias. Precisamos dar um jeito de fazer com que se siga a risca a normatização existente. Esse não é um problema exclusivo de Itapoá, mas de todas as cidades litorâneas que, como nós, têm um movimento intensificado na temporada de verão. Temos que nos adequar a isso, de uma forma que fique justo para todos os lados envolvidos na questão.

Recentemente, a Câmara foi sede de uma interessante discussão sobre a erosão em nossa orla marítima, como o senhor avalia essa situação? De que forma o Legislativo pode auxiliar a sanar ou amenizar esse problema?
É um tema que foi estudado teoricamente, através de profissionais competentes da área. É algo que necessita de muito estudo. Na prática, a gente percebe o que está acontecendo, mesmo sem entender a fundo. A gente percebe claramente como, em poucos anos, perdeu-se uma faixa muito significante de praia. Estudos da Universidade Federal do Paraná comprovaram que esse tema está diretamente relacionado às atividades do Porto de São Francisco. Precisamos estudar uma forma de reaproveitar o material retirado do canal e que está sendo jogado em alto mar, mas isso depende de muito estudo para ver se essa areia não acarreta nenhum problema se depositada em nossas praias. É um tema bastante complicado e temos que estudar muito a situação para ver o que pode ser feito. O futuro da nossa praia depende disso. Segundo os estudos, em um curto prazo de tempo, a nossa orla estará totalmente comprometida, se nada for feito.

Qual a sua opinião em relação à construção e às atividades que o Porto desenvolverá em nosso Município?
O Porto dará vida própria à Itapoá. Ninguém duvida disso. Ele está preparado para receber o maior porte de navios da América Latina. Vai ser nossa redenção, eu tenho certeza disso. Teremos problemas, é claro, pois isso é natural. Temos que saber administrar essa situação. Terão coisas boas e ruins, mas poderemos colher muitos mais frutos positivos do que negativos. Quem tiver estruturado e for dedicado vai se beneficiar. O Porto gerará empregos diretos e indiretos. Teremos grandes benefícios, tais como a segurança reforçada, melhores condições de acesso ao Município e várias outras coisas. O Porto será uma referência para Itapoá em nível estadual e nacional.

Como o senhor avalia o atual momento do nosso Município?
Depois dos problemas com as chuvas, com as enchentes, entramos em um momento de situação precária em que o Município está começando a se reestruturar. Por outro lado, com o tempo que estou aqui, percebo uma evolução muito grande. O Município cresceu muito. Enfim, estamos crescendo em ritmo acelerado e precisamos nos desenvolver na mesma velocidade. Eu vejo que, com a concretização do Porto, Itapoá tende a se desenvolver muito bem. Precisamos de projetos de urbanização para nos desenvolver na mesma velocidade que crescemos. Hoje, a situação de Itapoá está precária, mas vejo que isso é questão de tempo. Muita gente costuma comparar Itapoá com Guaratuba-PR e dizer que Itapoá é atrasada e não tem estrutura, mas temos que analisar pelo ponto de que Guaratuba representa para o Paraná, o que Balneário Camboriú representa para Santa Catarina e é por isso que ocorre esse contraste entre Itapoá e Guaratuba-PR, além disso, Itapoá é um Município muito novo, então precisamos fazer uma análise antes de fazer qualquer tipo de comparação. Eu sou filho de Itapoá, acredito no Município, tanto que tenho meu comércio aqui, meus filhos estudam aqui e tudo mais. Como fiz minha história no comércio, também quero fazer história na política. Eu acredito em Itapoá. Nosso Município promete muito.

Qual a mensagem que o senhor deixa para a população itapoaense e, até mesmo, para os turistas que frequentam nosso Município?
Manifesto, aqui, o meu respeito a todos. Não posso fazer milagres, é claro, mas no que eu puder ajudar a comunidade, estou à disposição. Costumo dizer que sozinho, não faço nada. Eu gosto de somar. Eu sou muito parceiro, gosto de fazer as coisas em parceria. Para os veranistas, peço que confiem no Município e estejam cientes de que não é fácil administrar um município como o nosso, mas pedimos para continuarem a nos visitar, continuem a frequentar as nossas belas praias. A balneabilidade e a temperatura de nossas águas são excelentes. Somos amplamente reconhecidos por isso. Quero dizer que estou fazendo jus ao meu cargo de Vereador e não quero, em quatro anos, perder toda a credibilidade que conquistei na administração de meus estabelecimentos comerciais. Podem contar comigo.

 

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