Vereador Izque Goes (PSDB) Imprimir E-mail
Entrevistas
Qua, 15 de Abril de 2009 11:15

Nascido 22/03/1968, natural de Congonhinhas, interior do Paraná, divorciado, pai de três filhos: Gabriel (8), Lívia e Thaís (7), advogado, formado em Direito no ano de 1994, iniciou sua carreira jurídica na cidade de Curitiba em 1995. Filho de construtor, saído da lavoura em 1975, começou a vida bem cedo, e aos 11 anos de idade já trabalhava como engraxate de sapatos, passando depois a vendedor ambulante, balconista e servente de pedreiro, até ingressar no Banco Bamerindus em 1986, onde permaneceu por oito anos, quando optou pela atual profissão. Em 2000, transferiu-se para Itapoá, adotando-a como sua cidade mãe, estando, desde 2001 radicado definitivamente nesta comunidade.

De que forma se desenvolveu sua história política?
Minha vida política teve início por ocasião da minha mudança para Itapoá, quando fui convidado a integrar a equipe de governo do Prefeito Ervino Sperandio, inicialmente como Diretor do Departamento Jurídico e um ano após, como Secretário Municipal de Administração e Finanças, onde permaneci até o final de 2003. Concorri pela primeira vez a um cargo eletivo nas eleições de 2004, obtendo a 11ª votação geral, ficando como 1º Suplente de Vereador pelo PSDB. E nessa condição em 2006 fui chamado para exercer o mandato, tendo permanecido até março de 2008. Nas últimas eleições municipais, candidato pela segunda vez a vereança obtive êxito, sendo o segundo mais votado no partido.

De que forma o senhor avalia o voto de confiança dos itapoaenses ao o elegerem ano passado? Como pretende retribuir essa confiança?
Acredito que o voto de confiança que obtive, deu-se pelo eleitor consciente, que acredita na minha experiência e no trabalho que já desenvolvi tanto nos cargos públicos que ocupei, quanto na minha profissão privada. Outros talvez tenham dado seu voto de confiança em função das propostas de trabalho apresentadas, constantes do meu plano de trabalho, por representar a solução para os vários problemas que enfrentamos no Município, além da possibilidade de melhorias para nossa cidade e da qualidade de vida para nossa gente. Pretendo retribuir a confiança por meio de muito trabalho, contribuindo efetivamente para o progresso do Município e para o bem do interesse público, independentemente de bandeira partidária.

Qual a sua prioridade de trabalho em relação a projetos para o Município? Algum projeto que você considere imprescindível?
Nosso Município é carente de praticamente tudo. Mas apresentar projetos isolados, pontuais, sem que haja uma política de continuidade das ações, com planejamento sério, nunca chegaremos a lugar algum. Por exemplo, se você implanta praças e depois não faz a manutenção, em pouco tempo elas desaparecerão; se você cria um programa ou uma regulamentação, e depois não fiscaliza o programa desaparece, transformando-se em letra morta. Com isso os poucos investimentos realizados acabam se perdendo. Atualmente temos algumas prioridades absolutas que são os problemas dos alagamentos, erosão da orla marítima, e esgotos sanitários, que demandam soluções técnicas tanto de estudo quanto de projetos, elaborados por especialistas. Outra necessidade que entendo como urgente é um estudo urbanístico para a cidade, para se tentar corrigir os graves erros do passado, permitindo por outro lado que a cidade possa crescer de forma correta, sustentável do ponto de vista ambiental e estrutura urbanas. Mas, tudo isso demanda disponibilidade de recursos financeiros. Por isso tem que haver um projeto sério e tem que ser dado continuidade na sua execução. De nada adianta um prefeito começar uma ação que é necessária, e o sucessor não continuar por qualquer razão. Enquanto não houver projetos com planejamento de ações, e por outro lado, enquanto não houver continuidade de suas execuções, haverá apenas maquiagem dos problemas e desperdício de dinheiro público.

Como o senhor avalia o trabalho do Poder Executivo desenvolvido até o momento nessa gestão?
Ainda é muito cedo para fazer uma avaliação. Vivemos um momento delicado com total insegurança na economia. E isso infelizmente tem impossibilitado o Executivo de fazer um choque de gestão ou ações que caracterizasse a mudança de governo, a exemplo do que aconteceu em 2001. Naquela ocasião, a essa altura, mesmo o Município estando em situação de falência total, sem crédito, com dívidas absurdas, sem maquinário, folhas de pagamento atrasadas, etc., numa situação até pior do que agora, tínhamos conseguido executar um conjunto de ações significativas de forma que toda população e turistas logo puderam perceber a mudança. Mas continuo acreditando na competência e na seriedade do chefe do Poder Executivo, e tenho certeza que a médio e longo prazo os resultados aparecerão.

O que o senhor espera do Poder Executivo no atual mandato?
Que consiga superar os desafios que se dispôs a enfrentar, e que se não puder executar grandes obras, que pelo menos seja dado início a ações e políticas que permitam a continuidade dos imprescindíveis projetos a que me referi nas respostas anteriores.

E o trabalho do Poder Legislativo, até o momento, como o senhor avalia?
Tenho destacado a significativa melhora da Câmara atual, em relação a anterior, que se notabilizou pelas baixarias e por picuinhas políticas, que em nada contribuíram para a instituição ou para o Município. Até aqui, todos os vereadores têm demonstrado estarem comprometidos com o bem do Município, independentemente de bandeira partidária. As discussões e os debates têm se dado num bom nível, o que é bom não somente para a imagem do Poder Legislativo perante a opinião pública, como também para a produtividade na Casa. Todos os projetos dado entrada na atual legislatura, estão tendo tramitação rápida. Destaco também o trabalho do atual Presidente, à frente da Mesa Diretora, que está surpreendendo a todos, com iniciativas que melhoraram 100% a atividade interna da Câmara, além de propiciar um clima de harmonia entre funcionários e vereadores.

Em relação à audiência pública sobre a Lei n°. 140/2007, que regulamenta o comércio temporário no Município, houve opiniões divergentes sobre o assunto. Qual a sua posição sobre o comércio temporário e as feiras de verão?
Essa matéria é polêmica. Particularmente tenho entendimento de que esse tipo de negócio acaba prejudicando o comércio local, que ainda é muito frágil e não tem solidez suficiente para enfrentar essa concorrência predatória. De qualquer forma existe uma legislação em vigor que, se for integralmente cumprida, evitará esse paraquedismo de temporada. Eventuais mudanças das regras devem ser fruto de um amplo debate envolvendo os interessados e, nesse sentido, a consulta pública que você se refere foi o marco inicial.

Recentemente, a Câmara foi sede de uma interessante discussão sobre a erosão em nossa orla marítima, como o senhor avalia essa situação? De que forma o Legislativo pode auxiliar a sanar ou amenizar esse problema?
É grave o problema ambiental que está acontecendo na orla marítima do Município. Está ocorrendo um fenômeno de retirada de areia pelas marés sentido sul/norte e esta areia não está sendo reposta naturalmente, e a causa disso, aparentemente, segundo estudos preliminares existentes, é a dragagem do canal do Porto de SFS. Ou seja a areia transportada pelas marés não chegam à nossa orla, caindo no canal e posteriormente é dragada e levada para alto mar. Estamos criando uma comissão especial que irá dedicar uma atenção especial ao assunto, no acompanhamento dos processos em andamento e ainda tentar buscar uma solução urgente para o problema junto as autoridades competentes.

Qual a sua opinião em relação à construção e às atividades que o Porto desenvolverá em nosso município?
Acredito que a médio e longo prazo as atividades portuárias irão trazer uma transformação para o perfil econômico da nossa cidade. Temos que estar atentos e planejar estrategicamente essa mudança e esse crescimento, para que a nossa infra-estrutura não venha eventualmente entrar em colapso. Sabemos que junto com qualquer mudança ou crescimento, vêm também os vários problemas que precisam ser conciliados.

Como o senhor avalia o atual momento do nosso Município?
Vivemos um momento delicado. Não temos notícias de investimentos privados, além do porto em construção. Não há aporte de dinheiro e com isso tudo fica estagnado. Esperamos que isso passe logo e que nós consigamos retomar o desenvolvimento do Município num ritmo mais acelerado.

Qual a mensagem que o senhor deixa para a população itapoaense e, até mesmo, para os turistas que frequentam nosso Município?
Primeiro, de agradecimento pela confiança que nos foi depositada, para contribuirmos na condução do destino da nossa cidade. Segundo, dizer que existem aqui pessoas comprometidas com o bem estar e com a melhoria da qualidade de vida da nossa população, e também daqueles turistas que frequentam nossa cidade. Os resultados talvez não apareçam a curto prazo. Mas as sementes estão sendo semeadas e os frutos poderão ser colhidos no futuro. Esse é o meu compromisso.

 

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