Processo judicial esquenta eleição para presidência do Sinsej em Joinville Imprimir E-mail
Emprego
Qua, 27 de Fevereiro de 2013 11:56

Eleição para nova diretoria do Sinsej irá ocorrer nos dias 18 e 19 de março.Ação questiona reuniões que decidiram a filiação à Central Única dos Trabalhadores

Um processo contra a atual direção do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Joinville (Sinsej) esquentou a eleição para a escolha do novo presidente do sindicato. A chapa Giro Sindical ganhou liminar na Justiça contra o grupo de Ulrich Beathalter para que sejam mostradas as atas das reuniões que decidiram a filiação à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a que abriu os escritórios de Garuva e Itapoá.

Segundo a Giro Sindical, a atual direção, que concorre à reeleição pela chapa Unidade, Organização e Luta, se negou a mostrar o documento dos dias em que houve a votação. Para a candidata a presidente Rita de Cássia, houve irregularidades nas decisões. A alegação é de que não teria sido cumprido um requisito eleitoral que diz ser necessário que mais da metade dos filiados vote favorável à medida.

— Não queríamos ir por esse meio. Mas temos informações que provam que eles fizeram em desacordo com o regimento do sindicato. Eles aprovaram a medida com pouco mais de 60 servidores votando. Isso é errado e precisa ser corrigido —, diz Rita.

Atualmente, os servidores filiados pagam R$ 14 mensais, além da contribuição obrigatória no mês de março. Desse pagamento, 10% vão para a CUT. Enquanto isso, o atual presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, diz que não havia sido comunicado do processo e nem da decisão liminar. Mesmo assim, ele argumentou que a decisão da outra chapa é uma tentativa de desviar a atenção da eleição para nova diretoria do Sinsej.

— Eles só querem esquentar a eleição falando da filiação à CUT e dos escritórios de Garuva e Itapoá. Tudo para deixar de lado os reais problemas que a categoria enfrenta e que precisam de definição imediata —, disse.

A eleição para a nova diretoria do Sinsej irá ocorrer nos dias 18 e 19 de março e deve levar às urnas até 6,3 mil funcionários públicos. É necessário ser funcionário de carreira e estar filiado à entidade sindical há mais de um ano para votar. São só duas chapas concorrendo, e quem vencer irá decidir quem representará os servidores pelos próximos três anos.


De Joao Kamradt, do Jornal “A Notícia”. Foto da Agência RBS.



 

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