Professores da Escola Estadual Nereu Ramos decidem retomar as atividades nesta segunda-feira (18) Imprimir E-mail
Educação
Seg, 18 de Maio de 2015 09:38

Após 52 dias de paralisação, maioria dos professores da Escola Estadual Nereu Ramos de Itapoá retornou às aulas nesta segunda-feira (18). Governo estima que 20 mil alunos são afetados por greve dos professores em Santa Catarina. Até essa sexta-feira (15), cerca de 28 escolas estavam totalmente sem aulas em Santa Catarina.

Em Assembleia Estadual do Magistério realizada na tarde dessa quinta-feira (14), por ampla maioria, os professores decidiram pela manutenção da greve, que venceu a proposta de suspensão do movimento por 30 dias. Os professores, após o termino da assembleia, tomaram por 10 minutos a BR101 na região de Biguaçu.

Os trabalhadores em educação não aceitaram a proposta do Governo que não trouxe garantias concretas para as principais pautas de revindicação como o pagamento de 13,01% do Piso na carreira, retroativo a janeiro, não incorporação da regência de classe, não contratação de ACTs como horistas entre outros pontos. Na minuta enviada pelo Estado constava apenas a anistia de faltas de 2012 a 2014 e a revisão de parte da redação do decreto das progressões.


Posição da Secretária de Educação do Estado


Em meio ao impasse nas negociações sobre a greve dos professores estaduais, que fazem uma paralisação desde o dia 24 de março, o secretário estadual de Educação, Eduardo Deschamps, afirmou nessa sexta-feira (15) que a reposição escolar do ano letivo avançará para 2016 e que deve contratar professores substitutos para diminuir os impactos da paralisação em sala de aula.

Segundo o secretário, o movimento vem perdendo adesões. "Temos informações de que muitos professores estão voltando. Com isso, poderemos dar início à contratação de professores substitutos."

Deschamps não informou quantos seriam esses professores nem quando começariam as contratações. Ele anunciou que será realizado um levantamento em todas as regiões para verificar a necessidade de substituições e a disponibilidade de professores temporários.

De acordo com o secretário, 28 das 1.100 escolas estaduais aderiram totalmente à greve. “Os dias parados vão ter que ser repostos. No meio do ano tem 10 dias de recesso escolar. Faltam 20. Vai fazer reposição aos sábados? Nessas escolas vai avançar para janeiro”, afirmou o secretário.
Já nas escolas onde a adesão à greve foi parcial – caso do Instituto Estadual de Educação (IEE), onde 50% dos professores paralisaram as atividades – será preciso fazer ajustes de horários. Deschamps explicou que, nessas escolas, os dias letivos estão sendo cumpridos, o que precisa ser contemplado é a carga horária de cada disciplinas.

“Cada escola vai se organizar para fazer a reposição. Algumas escolas mudaram os horários. O professor não grevista deu aula no horário do professor grevista. Então, depois eles trocam”, disse Deschamps.

A secretaria estima que 20 mil alunos estão sendo afetados pela paralisação. De acordo com números do governo, no pico da greve o índice de adesões não chegou a 12%, e atualmente está 10%. “A gente vai tentar minimizar ao máximo os prejuízos, e aguardar que o sindicato encerre a greve. A gente não vislumbra mais nenhuma possibilidade de ser feita alguma coisa diferente.”


Números do sindicato

Na tarde de quinta (14), uma nova assembleia dos professores decidiu pela manutenção da greve. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte-SC), Luís Carlos Vieira, confirmou que 28 escolas estão totalmente sem aulas e outras 880 tiveram adesão parcial, incluindo nesta última categoria o IEE.

Pelos número desta semana do Sinte-SC, 20% dos professores do estado estão parados. O presidente efatizou, porém, que na assembleia de quinta não foi feita contagem da adesão e que os dados serão atualizados no encontro que a categoria fará na terça (19). O número de professores parados não variou muito desde o início da greve, conforme o Sinte-SC.

O sindicato não acredita que a reposição das aulas precise avançar para 2016. O presidente citou sábados e períodos de recesso em julho e dezembro para fazer a recuperação do conteúdo.


Movimento de greve em Itapoá


O movimento de greve permaneceu por 52 dias em Itapoá. A categoria manteve a greve e seguiu o posicionamento do que foi decidido nas Assembléias Gerais da categoria realizadas em Florianópolis. Cerca de 70% dos professores mantiveram a greve em Itapoá até esta segunda-feira (18), e totalizaram 52 dias de paralização (contando os finais de semana).

Nesta segunda-feira (18), as aulas serão retomadas e a carga horária será normalizada na Escola Nereu Ramos de Itapoá.



Informações do portal G1 - Globo, com adaptações do Diário de Itapoá.


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Última atualização em Seg, 18 de Maio de 2015 12:21
 

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