Projeto Lobatinho é sucesso entre alunos, professores e funcionários da Escola Monteiro Lobato Imprimir E-mail
Educação
Ter, 09 de Junho de 2009 22:50

A ideia surgiu, em 2006, a partir do contato da Diretora da Escola Municipal Monteiro Lobato e da Pré-Escola Reino das Águas Claras, Rosemeri Alves, com uma revista. Após uma visita feita por ela, então como professora, a uma escola de Paranaguá, litoral do Paraná, onde um projeto semelhante era aplicado, a ideia começou a tomar corpo.

No início desse ano (2009), Rosimeri começou a desenvolver o projeto voltado à Escola Monteiro Lobato no Samambaial. Além da escola, o projeto envolveu os alunos da Pré-Escola Reino das Águas Claras, que tem sua sede anexa à Monteiro Lobato. Trata-se de uma ideia ousada, na qual se criou uma moeda interna na escola como forma de estimular comportamento, assiduidade, pontualidade, organização, noções de matemática, de economia, bem como melhor desenvolver os alunos em todas as matérias da grade normal de ensino. O nome dado à moeda interna e, consequentemente, ao projeto, foi “Projeto Lobatinho” em referência ao nome da escola.

Muitos foram os desafios enfrentados para que o projeto atingisse êxito. A diretora Rosemeri, idealizadora do projeto, cita que a maior dificuldade foi quanto à confecção do dinheiro (lobatinhos). “De repente você faz uma nota simples, a qual o aluno ou alguém poderia estar falsificando e fraudando o projeto”, disse ela. Outra dificuldade foi em relação ao sistema de avaliação, o qual define quantos “lobatinhos” cada aluno receberia. Segundo Rosemeri, a princípio a intenção foi de se fazer uma avaliação com dez itens, o que se tornou inviável, visto a complexidade do sistema de pontuação. Com a necessidade de se baixar o número de itens a serem avaliados, passou-se a contar apenas cinco itens. “O aluno é avaliado pela assiduidade, comportamento, falta tarefa (no caso, avaliando a pontualidade nos prazos dos trabalhos), a participação e a correta utilização do uniforme”, contou Rosemeri. Essa avaliação foi feita na escola, pelos próprios professores e funcionários e um “amigo da escola” criou um sistema de fórmula que transformou as notas obtidas nesses itens em “lobatinhos” (moeda interna).

O ápice do Projeto Lobatinho são as feiras, as quais serão realizadas bimestralmente. Nessas feiras, que ocorrem em um único dia, de manhã ou à tarde, de acordo com o ano escolar do aluno, eles recebem e trocam os seus lobatinhos conquistados por mercadorias e serviços. Após muitos dias de trabalho, incluindo períodos noturnos, no último dia 19 de maio, foi realizada a primeira feira do Projeto e o resultado dela foi extremamente positivo, segundo a Diretora. “A primeira feira deu muito certo. Teve uma aprovação muito grande por parte dos alunos. Faltaram menos de 10 alunos na feira de um total com mais de 450 alunos que temos matriculados”, conta ela.

Entre as diversas opções da feira se destacam o shopping, onde o aluno pode adquirir desde alimentos básicos até itens como roupas, brinquedos e doces, o cinema, a danceteria, o teatro e a lanchonete. Para a próxima feira, prevista no mês de junho ou julho, pretende-se inserir jogos esportivos e gincana, visto que tais atividades seriam mais fáceis de serem mantidas, já que dependeriam, apenas, de recursos disponíveis na própria escola.

Entre os resultados observados estão a melhoria no comportamento dos alunos, a melhoria nas notas e o comprometimento entre os próprios alunos.

Toda a feira é temática, fazendo referência aos personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo, de autoria de Monteiro Lobato, homenageado no próprio nome da Escola. “Havia o Shopping da Emília, a Danceteria do Saci, a Lanchonete da Tia Anastácia, o Teatro Rabicó, o Cinema do Visconde. E esses vão ser os temas para o restante do Projeto”, completa a diretora.

Rosemeri Alves aproveitou a oportunidade para agradecer àqueles que colaboraram intensamente com o Projeto:
• Deus;
• Professora Elizabete Persicotte e os seguintes alunos do sexto ano: Felipe Guimarães, Juliana Trentini Slonski e Fernanda Alves da Silva, que desenvolveram a peça teatral Fã de Fantoche;
• Marcos Alceu Mertens que desenvolveu quase todo o Projeto, principalmente a parte de cálculos do mesmo;
• Secretaria Municipal de Educação que abraçou a ideia e foi essencial na confecção e impressão das cédulas;
• Todos os patrocinadores que prestaram serviços ou doaram mercadorias.

Fotos: Professora Elizabete Persicotte

 

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