Professores da rede estadual de Santa Catarina decidem pela continuidade da greve Imprimir E-mail
Educação
Qua, 06 de Julho de 2011 20:00

paralisação professores nereu ramosCerca de quatro mil trabalhadores em Educação, reunidos hoje (06) na assembleia estadual da categoria, decidiram pela continuidade da greve. A assembleia estadual do magistério foi realizada na passarela do samba "Nego Quirido", em Florianópolis. Conforme os professores estaduais de Santa Catarina, a proposta veiculada na mídia tenta manipular indevidamente a opinião pública contra a luta dos professores. Para os professores, há um congestionamento de notas de esclarecimentos por parte de governo de SC, o que confunde a opinião pública, pois nem todo mundo consegue ler o que vem sendo postado pelos jornalistas comprometidos e pelos próprios professores nos Blogs.


Situação da greve em Itapoá

Até o momento, a maioria dos professores da Escola Nereu Ramos seguem a decisão da assembleia regional de Joinville realizada ontem (05) e a decisão da assembleia estadual realizada hoje (06) em Florianópolis, pela continuidadeda greve.


A direção da escola Nereu Ramos informa que está providenciando propostas para viabilizar um plano de reposição de aulas. A ideia é buscar um entendimento com os pais, alunos e professores, para permitir uma escolha democrática sobre o melhor plano de reposição das aulas. "Não decidiremos nada sem antes conversarmos com os pais, alunos e professores em assembleia", comenta a diretora Jane Maria Scholze.


Breve histórico
A partir do dia 19 de maio, a quase totalidade dos professores entrou em greve. A categoria pressiona o governador Raimundo Colombo para a implantação do piso salarial nacional no Estado, aprovado como lei pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, e respeitando o plano de carreira. Os professores catarinenses em inicio de carreira recebem mensalmente hoje R$ 609,46. O piso nacional definido pelo Mec (Ministério da Educação) é de R$ 1.187,08, mas o Sinte-SC reivindica o piso com reajuste retroativo aos dois anos, que chega a R$ 1.597,87.

A greve foi definida em assembleia no dia 11 de maio em Florianópolis. Depois da reunião, no CentroSul, os professores saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade.


Regional de Joinville decide pela continuidade da greve

Em assembleia realizada nessa terça-feira (05), os trabalhadores em Educação da Regional de Joinville decidiram, por 23 votos de diferença, pela continuidade da greve. A assembleia contou com a presença de aproximadamente 400 trabalhadores em educação.

Fonte: Site Sinte-SC


Entenda a greve dos professores de SC

A greve estadual iniciou no dia 18 de maio de 2011 (50 dias de greve) com uma das maiores assembleias já realizadas pelos trabalhadores da educação do Estado de Santa Catarina. Durante este período o comando de greve eleito pelas regionais esteve em reunião permanente avaliando o processo de negociação com o governo.


No dia 07 de abril o Supremo Tribunal Federal julga o mérito da ação de Inconstitucionalidade da Lei do Piso impetrada pelo Estado de Santa Catarina declarando-a constitucional.


Antes da deflagração da greve o governo sinaliza com recursos no valor de R$ 700.000,00, após a deflagração da greve o valor aumenta para R$9.000.000,00, chegando ao valor de R$41.000.000,00 em janeiro.


1 – Em 11 de maio o governo reconhece o Piso como remuneração total (incluídas as vantagens pecuniárias) em desacordo com a lei e a decisão do STF do dia 06 de abril de 2011.


2 – Após a deflagração da greve o governo reconhece o Piso como vencimento básico, mas não reconhece sua aplicação na Carreira (Lei 1.139/92).


3 – O alto índice da greve fez o governo recuar e reconhecer que Piso é na Carreira, no entanto ao aplicá-lo altera a mesma e achata os níveis salariais transformado o Piso em teto salarial.


4 – A categoria não recua e a greve continua forte. Em função disto, o governo apresenta a descompressão da tabela incorpora os prêmios educar, jubilar e assiduidade, reduz as gratificações da carreira para 15% e as aulas excedentes para 2,5%.


5 - O pedido de ilegalidade da greve feito pelo governo é retirado em seguido pois pelo temor de perder na justiça.


6- Com o percentual de greve alto o governo propõe que as Gratificações passem de de 25% para quem atua nos anos iniciais, 17% para quem atua no EF e EM e os demais profissionais ficam com 15%Com início da recomposição em janeiro/12 e o término em dezembro/12.


7 –São descontados 23 dias de greve na folha de junho.


8 – O Governo substitui a MP enviada à ALESC. A nova MP reduz a referência das gratificações de todos os cargos comissionados da educação e as aulas excedentes ficam em 3%. Mas os lideres dos partidos, após a atuação do SINTE decidem não votar as MPs.


9 – O SINTE ganha na justiça a devolução dos dias descontados.


10– O Governo reabre o diálogo e apresenta a recomposição das gratificações integralmente em janeiro/12. O Comando insiste que sejam recompostas imediatamente e ocupa por algumas horas a sala de reuniões do Secretário até obter a resposta do Governo através do Sec. Adjunto.


11 – Com a negativa do Governo de pagar integralmente as gratificações o comando de negociação propõe que sejam pagas parceladas em 2011. O Governo assume o compromisso de estudar a possibilidade e de dar retorno ainda no final de semana.


12 – Em função da proposta do comando da última sexta-feira o governo marca audiência para o dia 03/07 na Casa D”Agronômica. Na audiência o Governador e o grupo gestor apresentam a proposta de pagar as gratificações em duas vezes, agosto/11 e janeiro/12 da seguinte forma: a gratificação que era 40% passará para 30% e a de 25% passará para 20% em agosto e as aulas excedentes passarão a 3,6% em agosto.Em janeiro de 2012 serão recompostas integralmente todas as gratificações.


13 – Ao reconhecer o Piso na Carreira, o governo reconhece também que vai pagar o reajuste do mesmo nos meses de janeiro de cada ano, conforme a lei 11738/2008.


14 - Propõe comissão paritária com início de estudos para restabelecer a tabela salarial com prazo de trabalho de 120 dias.


15 – Atende os demais itens da pauta de reivindicação negociados anteriormente como:


a. Remessa de projeto de lei para a ALESC para revisão das faltas da greve de 2008, e das paralisações posteriores a 2007;

b. Revisão do decreto 3593/2010, que trata da progressão funcional;

c. Revisão da lei 456/2009, (Lei dos Esclarecimentos sobre os rumos das negociações com o governo

d. Abono das faltas da greve atual mediante a apresentação do calendário reposição respeitando a autonomia das unidades escolares;

e. Realização de Concurso de Ingresso para a carreira do magistério em até 12 meses;

f. Estudo de viabilidade de aumento do Vale Alimentação.ACTS);

d. Abono das faltas da greve atual mediante a apresentação do calendário reposição respeitando a autonomia das unidades escolares;

e. Realização de Concurso de Ingresso para a carreira do magistério em até 12 meses;

f. Estudo de viabilidade de aumento do Vale Alimentação.

Fonte: Site SINTE-SC



Comentários da professora catarinense Cristina Sutil
“[...] Não temos o poder de mídia, mas estamos apostando na dignidade, no bom senso da sociedade, na justiça do trabalho, na ética e principalmente na vitória de milhares de professores que sonham com uma educação e ensino de qualidade […] ”.

“[...] Jamais poderemos ser coniventes e omissos diante da corrupção, autoritarismo e desmandos do governo. Estamos diante de uma proposta indecorosa, de um engodo. Vamos ser cautelosos e manter nosso propósito [...]”.



Confira as comparações do salario atual e a proposta do Governo

Comparativo das remunerações e propostas do Governo ( 06/06/2011)
Proposta do Governo apresentada no dia 6 junho 2011
Porposta do Governo - tabela - 08 junh 2011


Matérias relacionadas:

- Câmara de Vereadores de Itapoá deve votar Moção de Apoio à greve estadual dos professores
- Professores realizam caminhada de conscientização
- Professores da rede estadual de Itapoá decidem manter paralisação
- Professores da rede estadual de ensino de Itapoá estão em greve


 

Adicionar comentário

Política de Comentários DI

Ao efetivar um comentário, o internauta concorda com a nossa política de moderação.


Código de segurança
Atualizar