Professores da rede estadual de Itapoá decidem manter paralisação Imprimir E-mail
Educação
Qua, 25 de Maio de 2011 20:22

professores da rede de ensino estadual de Itapoá decidem manter paralisaçãoApós uma reunião regional promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), os profissionais de educação da rede estadual de ensino, em decisão unânime, resolveram manter a paralisação por tempo indeterminado. Nesta quinta-feira (26), os professores de Itapoá estarão organizando uma caminhada de conscientização.


Segundo a classe docente, a proposta do governo é inaceitável e demonstra o descaso com a educação pública de Santa Catarina.

Segue abaixo o convite encaminhado pelos professores aos vários setores da comunidade para participarem da caminhada.

Convidamos toda comunidade escolar (pais e alunos) para participarem da Caminhada de Conscientização que acontecerá no dia 26/05 (quinta-feira),com saída marcada para às 9:30h em frente à escola...

A caminhada tem como objetivo esclarecer a população sobre o movimento dos professores.


Contamos com a participação de todos para fortalecer nossa luta,pois queremos,acima de tudo, melhorar a qualidade na educação.

PARTICIPEM!!


Entenda o motivo da continuidade da paralisação

Reunião entre governo e professores da rede estadual termina sem acordo em Florianópolis

Termina sem acordo a reunião entre professores da rede estadual e o secretário de educação Marco Tebaldi na manhã desta segunda-feira em Florianópolis. Com o impasse, os docentes permanecem em greve.

O governo do Estado vai pagar o piso nacional do magistério, de R$ 1.187, para os professores que ainda não recebiam isso no salário base, sem somar os valores dos abonos.

A proposta apresentada durante a audiência foi rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), por não acompanhar a progressão na carreira (do ensino médio à pós-graduação).

O novo valor no salário base beneficia carca de 35 mil professores (53%) da rede estadual. A coordenadora do Sinte, Alvete Bedin, definiu a proposta como uma afronta, por não respeitar a progressão na carreira.

 — O governo achatou a tabela (salarial) da categoria — ressaltou. O secretário de Educação, Marco Tebaldi, disse que o governo está pagando o que tem condições e está cumprindo a lei. Para ele, poderá haver novas conversas sobre a atualização da tabela na carreira.

O reajuste pago pelo governo representa um aumento de R$ 14 milhões de gastos por mês. A medida provisória, contendo a mudança, já foi assinada pelo governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira.

Os professores pretendem reivindicar a mudança da medida provisória na Assembleia Legislativa.

Parados desde 18 de maio, os professores reivindicam o piso nacional salarial, de R$ 1.187, para toda carreira.

Na sexta-feira, a greve chegou ao terceiro dia. Segundo informações da secretaria de educação, mais da metade (52,74%) dos 39 mil professores aderiram ao movimento. Já o Sinte divulgou, na sexta-feira, que 95% dos docentes pararam.

Cerca de 399.167 alunos dos 700 mil matriculados foram prejudicados.
DIÁRIO CATARINENSE



Última atualização em Qui, 26 de Maio de 2011 17:20
 

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