"Nós não sabíamos das consequências desse produto", disse secretário da Defesa Civil Imprimir E-mail
Defesa Civil
Qua, 25 de Setembro de 2013 22:17

A fumaça que cobre boa parte do céu de São Francisco do Sul, Norte de Santa Catarina, não deve ser contida ainda nesta quarta-feira, como informou o secretário Milton Hobus, da Defesa Civil de Santa Catarina. Segundo ele, um engenheiro químico e o laudo da empresa exportadora do produto classificaram o nitrato de amônio como "moderadamente perigoso e tóxico".


Inicialmente, o governo afirmou que a fumaça gerada pelo incêndio químico que ocorreu em São Francisco do Sul não era tóxica. Na tarde desta terça, foi confirmado que a fumaça é, sim, tóxica. Confira a entrevista:


Diário Catarinense — Como se chegou à classificação de "moderadamente tóxica"?

Milton Hobus — Conversamos com um engenheiro químico, recebemos um laudo que veio da empresa exportadora do produto e fomos informados da composição química da certificação de entrada. O laudo diz que essa substância é moderadamente perigosa, que se inalada ou ingerida pode causar problemas, inclusive envenenamento.


DC — Por que os bombeiros trabalharam a noite toda sem máscara?

Hobus — Nós não sabíamos das consequências desse produto, por isso os bombeiros trabalharam a noite inteira sem máscara. A gente só sente um cheiro um pouco estranho, e esse engenheiro tinha nos dito que a amônia em si não é tóxica, e que ela só tem um porcentual de potássio, que é tóxico. Por isso, recomendaram a distância de 800 metros e evacuamos dois quilômetros. O problema é que tem uma reação química porque temos uma mangueira trabalhando e a água potencializa o volume da fumaça. E ainda tem gente mais sensível à fumaça.


DC — E como será o tratamento para esses profissionais e à população que inalou a fumaça?

Hobus — Já estamos trabalhando com mais 200 bombeiros se revezando e vamos ter toda uma condição de trabalho diferenciada. Quem ficar mais próximo ao evento irá receber todas as proteções devidas. Mas por enquanto ninguém está entrando lá dentro, achamos que tem 300 graus de temperatura. As pessoas terão atendimento completo nos hospitais, se necessário, mas a situação já foi controlada.


DC — E quanto tempo ainda para a fumaça ser expelida?

Hobus — Os bombeiros estão arrebentando as telhas e tirando muito material para encontrar o real foco do incêndio. Eles têm que atingir por dentro da pilha de fertilizante para injetar água dentro dela para não ter mais fumaça. Não começamos isso ainda e não há previsão, mas deve ser na quarta-feira à noite. O procedimento deve demorar pelo menos 12 horas. Vamos esperar o posicionamento dos equipamentos.



Do site do Jornal “A Notícia”, com adaptação do Diário de Itapoá.

 

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