Prefeitura responde denúncia do Grupo de Salvamento Aquático de Itapoá Imprimir E-mail
Bombeiros
Qua, 12 de Fevereiro de 2014 10:53

Conforme já noticiado no Diário de Itapoá, o GSAI (Grupo de salvamento Aquático de Itapoá), em  reunião realizada no último dia 29 de janeiro, decidiu por unanimidade oferecer denúncia ao MP (Ministério Público) sobre as más condições de trabalho enfrentada pelos guarda-vidas civis no Município. Na oportunidade, o grupo afirmou que nas atuais condições não mais atuará.


Segundo o Grupo, a situação atual é de locais sem postos de trabalho, o que dificulta a visão dos guarda-vidas e torna a atividade desumana, no entendimento dos guarda-vidas, uma vez que a jornada de trabalho desses profissionais compreende 12 horas, nesses casos, sem banheiro, sem água e expostos às intempéries do tempo, causando um desgaste muito grande.

O Grupo fez um levantamento sobre o salvamento aquático de Itapoá e constatou que, dos 20 pontos de salvamento aquático, quatro não possuem postos, dez estão sem ligação de água ou banheiro. Ou seja, apenas seis postos estão funcionando de forma adequada, o que corresponde a 30 % dos pontos de salvamento existentes no Município.

Na ocasião, o grupo salientou que, apesar das condições extremas realizou milhares de prevenções, centenas de salvamentos e milhares de atendimentos diferenciados, tais como procedimentos de atendimento pré-hospitalar, choques com água-viva, busca por crianças desaparecidas, prestação de informações, entre outros. “Sabemos que esse é nosso trabalho. Ressaltamos que não fizemos nada a mais que o nosso dever, porém reivindicamos as condições básicas que um ser humano precisa para trabalhar”, explicou Elvis Aron Pinheiro na ocasião.

Segundo a Prefeitura de Itapoá, o Poder Executivo Municipal e o Sargento Emerson Jorge da Luz, comandante do Corpo de Bombeiros de Itapoá, desconheciam a realização da reunião do GSAI. O Grupo de Salvamento Aquático, por sua vez, diz que todas as condições de trabalho já haviam sido reportadas aos órgãos envolvidos via ofício GSAI nº 01/2014, recebido pelos coordenadores de praia (que são bombeiros militares comandados pelo Sargento) e encaminhado também ao Prefeito Municipal, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público locais.

Por meio de sua Assessoria de Imprensa, a Prefeitura de Itapoá informou que já havia realizado melhorias nos postos guarda-vidas para esta temporada 2013/2014. “Os postos que pediram ligação de água foram atendidos. Houve restauração dos postos guarda-vidas, recuperação das áreas destruídas pelas marés (próximo ao posto Nill’s e ao Hotel Continental). Foram criados dois novos postos de alvenaria no Santa Clara e no Continental, os quais contam com banheiro e água. Também foram adquiridas 290 bandeiras para sinalização e 96 unidades de protetor solar fator 30”, explica o órgão em nota. “Em qual posto ligaram água? Dos dois postos que a prefeitura afirma ter feito, um deles foi construído em um terreno particular, onde o dono não permite a entrada dos guarda-vidas civis. Posto esse que fica no balneário Santa Clara, Rua 1.320 e que não conta com banheiro, água, porta e janela. O outro posto, da rua 1.720, está sem banheiro e sem água encanada, além disso não foi terminado, falta todo o acabamento” explica Elvis Pinheiro, presidente do GSAI.

A Prefeitura também informou que existe uma parceria entre o Poder Executivo Municipal e o Corpo de Bombeiros para que, na próxima temporada, haja mais melhorias, que devem incluir a construção de novos postos em alvenaria e com saneamento. Vale ressaltar que temos 32 km quilômetros de praia, é uma área muito extensa à se “cobrir” e por isso as melhorias serão feitas gradativamente”, diz a nota da Assessoria de Imprensa do órgão.

Outro ponto levantado na resposta da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Itapoá, é que na temporada 2011/2012, quando foram criados nove postos salva vidas, a FATMA (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina) não autorizou a construção em alvenaria e com banheiros por se tratar da orla, onde não pode haver construções. Essa informação foi rebatida pelo GSAI. “Foi a prefeitura que não deixou, e não a FATMA. Mesmo nós anexando resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) dizendo que quando se trata de interesse público, pode-se construir. Além disso, os 9 postos eram todos ecológicos, feitos de eucalipto autoclavado, sendo um projeto muito elogiado no restante do Estado”, explica Elvis.

O 1º sargento bombeiro militar Emerson Jorge da Luz, comandante do 1º GBM (Grupamento de Bombeiro Militar) de Itapoá, publicou a seguinte nota na página do Corpo de Bombeiros local no Facebook: "Em resposta ao Ofício Circular Nº01/2014, informamos que o CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), através
do Cmt Geral, está buscando a correção dos valores referentes às diárias pela prestação de serviço de GVC (guarda-vida civil) e que as condições de trabalho relativas ao patrimônio (postos e instalações) são de responsabilidade da Prefeitura”.


Matérias relacionadas:

GSAI denuncia más condições de trabalho ao MP, e ameaça não mais trabalhar na atual situação

Segue em ritmo acelerado as obras dos 9 novos postos guarda-vidas em Itapoá

Reunião dessa quinta-feira (03) tratou da instalação de 09 novas unidades de postos de salvamento aquático em Itapoá


Do Diário de Itapoá.


Última atualização em Qui, 13 de Fevereiro de 2014 06:25
 

Adicionar comentário

Política de Comentários DI

Ao efetivar um comentário, o internauta concorda com a nossa política de moderação.


Código de segurança
Atualizar